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SÉRIE

A comédia “Diário de um Confinado” ganha uma segunda temporada com seis episódios

A série diverte ao explorar os contrastes e contradições do relaxamento da quarentena
09/10/2020 15:00 - Geraldo Bessa/TV Press


O setor de teledramaturgia da Globo conseguiu se adaptar bem às limitações da quarentena. Roteiros foram delineados por reuniões online, caracterização foram testadas por vídeos e até um kit de gravação, contendo celulares, iluminação e microfones, foi enviado para os artistas escalados para as produções. O primeiro fruto dessa estratégia foi “Diário de um Confinado”, comédia recheada de ironia e inspirada justamente nas diversas paranoias cotidianas em tempos de confinamento. Fruto da inquietação do casal formado pela diretora Joana Jabace e pelo autor e ator Bruno Mazzeo, a série serviu como uma divertida lente de aumento da “pausa” mundial provocada pelo coronavírus e ainda abriu os horizontes da emissora sobre o rumo dos formatos de teledramaturgia em tempos de distanciamento social. Com bom acabamento e participações do quilate de Renata Sorrah, Fernanda Torres e Débora Bloch, o projeto de seis episódios, inicialmente, feito apenas para a Globoplay, deu tão certo que ganhou mais seis episódios na primeira temporada e tornou-se multiplataforma, com exibição na tevê aberta e no canal pago Multishow. Agora, a série ganha uma segunda temporada e aproveita para atualizar a piada.

Se antes os problemas eram mais caseiros, “Diário de um Confinado” segue o fluxo do relaxamento da quarentena e mostra, em meia dúzia de episódios, a ansiedade e a culpa de ter de encarar o mundo externo e a falta de bom senso da população em geral. “Cilada”, seriado criado por Mazzeo nos anos 2000, continua servindo como grande fonte de inspiração, mas se as referências à premiada série inglesa “Fleabag”, do Amazon Prime, permearam os primeiros episódios, o tom de humor da segunda temporada entrega comicidade muito próxima do texto do casal Alexandre Machado e a saudosa Fernanda Young, em especial, o sucesso “Os Normais”. Afinal, cada novo episódio de “Diário de um Confinado” disseca uma experiência cotidiana, de um tímido passeio na orla ao sagrado churrasco dominical entre amigos. Murilo, protagonista vivido por Bruno, leva todas as suas neuroses para fora de casa sem nenhum pudor. O resultado é um humor divertido e orgânico que cabe perfeitamente na duração média de 12 minutos por episódio.

O trabalho de direção de Jabace soube driblar o óbvio ao conceber toda a primeira temporada dentro de um apartamento. Além disso, mostrou-se cuidado ao garantir uma certa unidade estética e de atuação, o que garantiu o bom acabamento técnico de “Diário de um Confinado”. Esse rigor é estendido agora aos mais diversos espaços visitados por Murilo. Reafirmando o prestígio do projeto dentro da Globo, nomes como Matheus Nachtergaele, Marcello Novaes e Letícia Colin, entre outros, são os novos reforços da produção, que perde um pouco o tom experimental para dar lugar a uma trama mais tradicional, apostando em uma comicidade que não força a barra e está sempre a favor da situação.

 

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido