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A dica da semana é a série canadense “Schitt’s Creek”, que conta com seis temporadas
25/09/2020 14:51 - Kreitlon Pereira/Via Streaming


Dica da Semana: “Schitt’s Creek”

Com distanciamento social, o Emmy 2020 surpreende até no maior ganhador da noite

Na noite de 20 de setembro, a maior premiação da TV norte-americana realizou sua primeira edição virtual em decorrência da pandemia do coronavírus. Sem plateia, o Emmy 2020 foi marcado por recordes quebrados e manifestações políticas dos atores, que participaram da cerimônia por vídeo-chamadas. O maior ganhador da noite foi a série canadense “Schitt’s Creek”, que ao levar para casa sete estatuetas, incluindo todas as categorias de atuação, melhor série, roteiro e direção de um programa cômico, se tornou a produção com a temporada mais premiada da história. No entanto, o destaque da série deixou muitas pessoas confusas, que não esperavam a derrota de obras mais populares como “The Good Place” e “The Marvelous Ms. Maisel”. No Brasil, “Schitt’s Creek” não é muito conhecida, mas pode ser encontrada no Net Now, no Uol Play e na Amazon Prime, através da assinatura extra dos canais da Paramount +.

A história acompanha a família Rose que, após ter quase todos os bens confiscados pela Receita Federal por anos de sonegação, vai à falência e é obrigada a se mudar para Schitt’s Creek, uma pequena cidade de interior, comprada pelo patriarca da família, o ex-magnata dono de locadoras de vídeo Johnny Rose (Eugene Levy), como uma piada para o filho mais velho David (Daniel Levy) – pois a sonoridade seu nome se assemelha a “riacho de bosta”, numa tradução livre e educada para o português. Assim, com algumas bolsas de marca e muitas perucas, cortesia da matriarca e atriz aposentada de novelas Moira (Catherine O’Hara), a família precisa se adaptar à nova realidade em que todos os quatro, inclusive a filha Alexis (Annie Murphy), passam a dividir dois quartos pequenos num motel pouco higiênico. No entanto, o apelo da série reside na transformação completa dos personagens à medida que eles compreendem que o dinheiro não traz felicidade, mas sim o amor. Talvez por isso a série teve que esperar seis temporadas para se tornar tão celebrada.

Link para o trailer de “Schitt’s Creek”.

 
 

Outros rumos

Peça inovadora sobre relacionamentos homoafetivos ganha adaptação de Ryan Murphy para Netflix

Ao longo dos últimos 50 anos, a comunidade LGBTQIA+ conquistou diversos direitos, mas falta muito para que o respeito tome o lugar do preconceito. Durante os anos 60, essa realidade era ainda mais dura, o que torna tão surpreendente que alguém ousasse escrever uma peça como “The Boys in The Band”, sobre relacionamentos amorosos e fraternos entre homens homossexuais. E é essa obra que, no dia 30 de setembro, ganha uma adaptação de Ryan Murphy para Netflix. 

Apesar das dificuldades em encontrar nove atores dispostos a contrariar seus agentes, que encaravam a peça como uma passagem direta para o ostracismo, a produção finalmente estreia em 1968. Mesmo sem ser na Broadway, foi um sucesso e contabilizou 1001 performances, além de uma adaptação para o cinema em 1970, por William Friedkin. Em 2018, para homenagear os 50 anos dessa obra revolucionária, Mart Crowley decide revivê-la junto de um elenco formado exclusivamente por atores abertamente gays. 

A história se passa em 1968 e tem como pano de fundo uma festa de aniversário na noite novaiorquina, quando a homossexualidade resguardada encontrava momentos de liberdade. O anfitrião é Michael (Jim Parson), um homem decadente e alcóolatra, que decide reunir ilustres figuras para homenagear o amigo Harold (Zachary Quinto).  Dentre os convidados há Donald (Matt Bomer), o ex neurótico de Michael, Larry (Andrew Rannells), um artista que vive com o professor recém separado Hank (Tuc Watkins), além do decorador de interiores Emory (Robin de Jesus), o bibliotecário Bernard (Michael Benjamin Washington) e o "presente" da festa, um prostituto (Charlie Carver). 

Mas o que começa como uma comemoração alegre, regada por drogas e bebidas, ganha um rumo inesperado com a chegada de Alan (Brian Hutchison), um antigo colega da faculdade de Michael, supostamente hétero. Ele provoca o início de um jogo, onde cada um dos convidados é desafiado a ligar para única pessoa que já amaram verdadeiramente.           

Link para o trailer de “The Boys in The Band”. 

 
 

Tênis dos sonhos

A nova série da Netflix fala sobre o universo da cultura Sneaker com bom humor e situações inusitadas

“Sneakerhead” é o termo em inglês utilizado para se referir a pessoas imersas na cultura urbana Sneaker, que se popularizou nos anos 1980 nos Estados Unidos principalmente por jogadores de basquete. O ídolo Michael Jordan foi um dos maiores responsáveis pelo surgimento desse fenômeno, com o lançamento de seu tênis Air Jordan, feito em parceria com a Nike. Um sucesso dentro das quadras de basquete, crianças e jovens queriam ser como ele e, consequentemente, queriam usar os mesmos tênis que Jordan. Assim, calçados que antes eram feitos para atender às necessidades dos atletas passaram a integrar as prateleiras das lojas, conquistando admiradores por todos o mundo. 

Geralmente as grandes marcas - como Nike e Reebok - convidam atletas e artistas para a produção dos sneakers. Quanto mais exclusivo o tênis é, mais alto é o seu valor e mais alto é o desejo dos sneakerheads de incluí-los em sua coleção. Dialogando com esse universo, a nova série de comédia da Netflix vai ter sua primeira temporada - composta por seis episódios - disponibilizada na plataforma a partir de hoje, 25 de setembro. Com o título de “Sneakerheads”, a produção original tem como protagonista um amante de sneakers que já gastou muito dinheiro com esse mercado. 

Devin (Allen Maldonado) é um pai de família que, cinco anos antes, quase faliu por conta de sua grande paixão por sneakers. Por conta disso, teve que abandonar o hobby, se contentando a somente acompanhar as novidades e lançamentos do mercado. Porém, depois de uma recaída, Devin acaba perdendo 5 mil dólares ao cair em um esquema de seu amigo. Desesperado para arrumar o dinheiro antes que sua esposa descubra, o protagonista vai reunir um grupo de fanáticos por sneakers para procurarem um dos tênis mais difíceis de se encontrar de todos, os "Zeroes". Apesar de rodar em torno do universo dessa cultura urbana, para assistir “Sneakerheads” não é preciso ser um colecionador nem nada do gênero, pois a série aborda - de uma forma engraçada - temas que qualquer pessoa pode se identificar, como amizade, família e sonhos.   

Link para o trailer de “Sneakerhead”.

 
 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!