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A dica da semana é o filme “Infiltrado na Klan”, inspirado em uma história real
13/10/2020 14:30 - Kreitlon Pereira/Via Streaming


Dica da Semana: “Infiltrado na Klan”

Inspirado em uma história real, filme de Spike Lee conta a história de um policial negro que decide se infiltrar na Ku Klux Klan

Em 2018, Spike Lee ganhou o primeiro Oscar de sua carreira pelo filme “Infiltrado na Klan” (vencedor da categoria de Melhor Roteiro Adaptado). O famoso diretor norte-americano já havia recebido o Oscar Honorário em 2006 pela sua contribuição ao mundo do cinema, porém não havia sido contemplado oficialmente com o prêmio em nenhuma de suas obras anteriores, mesmo em grandes sucessos como “Malcom X” (1992) e “Faça a Coisa Certa” (1989). Em “Infiltrado na Klan”, Lee conta a história verídica de um policial negro do Colorado que lidera uma investigação sobre a Ku Klux Klan local. O longa de mais de duas horas é baseado na biografia do policial, que possui o mesmo nome do filme e foi publicada em 2014. “Infiltrado na Klan” está disponível no Loke, na TeleCine PLay, no Google Play e chega à Amazon Prime Video dia 20 de outubro. 

Ambientado em 1978, o filme acompanha a história de Ron Stallworth (John David Washington), o primeiro policial negro contratado pela polícia de Colorado. Ao se deparar com um anúncio da Ku Klux Klan - organização terrorista que defende a supremacia branca - no jornal, o policial resolve ligar para o número anunciado e, por meio de correspondências, conseguir se infiltrar na KKK para poder evitar possíveis atentados e identificar membros da comunidade terrorista. Porém, quando é convidado para participar dos encontros presenciais, Ron vai precisar que um colega branco (e judeu) se passe por ele.   

Apesar de tratar de um tema sério, “Infiltrado na Klan” é um filme repleto de humor que sabe ser sério nas horas certas, não deixando o espectador esquecer das atrocidades cometidas pela KKK. Além disso, o longa diversas vezes traça paralelos com a realidade, mostrando como a ideia de supremacia racial ainda é muito presente. O próprio líder da KKK retratado no filme, David Duke, ainda é bastante ativo e apoia publicamente apoia Donald Trump e Jair Bolsonaro. Sendo assim, “Infiltrado na Klan” é um filme divertido, porém sério, que faz pensar sobre o quanto a sociedade mudou (ou não) ao longo dos anos. 

Link para o trailer de “Infiltrado na Klan”.

 
 

Retrato enquanto jovens

Nova série da Netflix, “Grand Army” conta a história de cinco jovens que enfrentam problemas de natureza econômica, política e social

Uma minissérie que trata sobre problemas da vida de adolescentes que lutam contra os preconceitos da sociedade moderna, “Grand Army” é uma produção original da Netflix que chega à plataforma dia 16 de outubro. A série de dez episódios é baseada na peça de teatro “Slut” (podendo ser traduzida como “vadia” em português), de autoria da professora de teatro Katie Cappielo, que também atua como roteirista na produção da Netflix. Lançada em 2013, a peça foi construída com base nos relatos de seus próprios alunos, que lhes contavam sobre seus relacionamentos, dificuldades e desejos. Teve uma ótima recepção da crítica por conta da honestidade com a qual abordava tópicos polêmicos como sexismo e violência sexual.  

A história gira em torno de cinco adolescentes que estudam no maior colégio público do Brooklyn. Siddhartha Pakam (Amir Bageria) é um jovem atleta indiano que precisa lidar com a sua sexualidade enquanto é capitão da equipe de natação da escola, Leila Kwan Zimmer (Amalia Yoo) é uma menina de origem chinesa que foi adotada por pais judeus, Dominique Pierre (Odley Jean) é uma jovem haitiana com habilidades extraordinárias em matemática, Jayson Jackson (Maliq Johnson) adora música e deseja profissionalizar sua paixão e Joey Del Marco (Odessa A'zion), é a narradora da série.  

Com seus dezesseis anos, Joey é uma menina bastante livre, que expõe suas opiniões sem medo e adora suas amizades femininas, totalmente avessa à concepção de que as mulheres devem sempre competir umas com as outras. Porém, em uma noite de festa na casa de um amigo, Joey é estuprada por três meninos. Na luta por justiça, a jovem vai contar com o apoio de alguns colegas, mas também vai ser muito julgada por outros e pela própria sociedade, que normalmente condena vítimas de crimes sexuais, questionando o seu comportamento e invalidando suas denúncias.              

Link para o trailer de “Grand Army”.

 
 

Sob os olhos do mundo

Novo longa da Netflix, “Os 7 de Chicago” retrata parte da grande turbulência que foi 1968

O ano de 1968 foi marcado por instabilidade política global e inquietude social como consequência do desenrolar de eventos trágicos, como os assassinatos de Martin Luther King e Robert Kennedy. Era também o auge da Guerra do Vietnã e, apenas em março, as tropas norte-americanas foram responsáveis pela destruição de 500 vilarejos em My Lai. Mesmo diante da pressão popular contra a guerra, a chapa democrata recém-eleita para presidência, Lyndon B. Johnson e Hubert Humphrey, anunciou que manteria as forças armadas no país asiático. Assim, quando o vice-presidente foi a Chicago para convenção Democrata em agosto do mesmo ano, dez mil estudantes organizaram um protesto pacífico, que foi recebido com violência pela polícia local. E é nesse contexto que se passa a nova produção original Netflix, “Os 7 de Chicago”, com estreia marcada para 16 de outubro.

O filme se inicia alguns meses depois do incidente, quando sete lideranças estudantis se encontram no mesmo tribunal, acusados de conspirar contra a ordem durante os confrontos com a polícia em agosto. Apesar de serem todos opositores à guerra, os réus não podiam ser mais diferentes entre si: há universitários da esquerda moderada, representantes do movimento hippie, pacifistas e Bobby Seale (Yahyan Abdul-Mateen II), presidente nacional do partido das Panteras Negras, que não tinha nenhuma relação com a organização dos protestos, mas foi incluído no julgamento, pois os procuradores acreditavam que sua presença intimidaria o júri.

Afinal, a intenção não era obter justiça, mas sim fazer desse grupo um exemplo para aqueles que continuassem a protestar pelo fim da guerra, tarefa que o juiz Julius Hoffman (Frank Langella) levou a sério. Ele anulava quase todas as objeções da defesa, suprimia testemunhos importantes e até mesmo errava o nome dos réus de propósito para diminuí-los diante do júri. Mas, apesar do caráter teatral do julgamento, ele foi um símbolo do embate geracional da época, que atraiu a atenção do mundo todo.    

Link para o trailer de “Os 7 de Chicago”.

 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!