Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

SÉRIE

'Tapas e Beijos', humorístico que teve cinco temporadas, retorna ao horário nobre da Globo

Com a reprise, se confirma que temas e humor da série envelheceram muito bem
18/08/2020 14:45 - Geraldo Bessa/TV Press


É fácil o humor ficar datado. Uma simples mudança de perspectivas ou discussão de assuntos silenciados têm o poder de fazer piadas controversas, que divertiam anos atrás, soarem extremamente preconceituosas no presente. Neste contexto, a tão criticada “patrulha do politicamente correto” mostrou seu valor. Afinal, de nada adianta insistir na comicidade corrosiva se elas machucam e humilham uma parte do público. Com diversos programas de humor para exibir durante a quarentena, a volta de “Tapas e Beijos” mostra que a Globo não queria correr o risco de soar anacrônica em seu horário nobre. E basta uma simples observada no texto da série assinada por Cláudio Paiva para ver que, mesmo em 2011, já existia uma consciência sobre os novos rumos do humor em tempos mais políticos e de diversidade. A volta da série à emissora aberta não era prevista, mas ela cumpre muito bem sem papel de entreter o público enquanto os títulos novos estão em pausa.

Manter o interesse do público por uma história de forte apelo feminista foi o grande trunfo de “Tapas e Beijos”. Ao longo das cinco temporadas, os casais principais da série se uniram e separaram à exaustão, outros parceiros e personagens surgiram e a história foi modificando suas dinâmicas. No entanto, a produção manteve sua base. E muito além de uma corriqueira comédia romântica – ambientada no caótico bairro carioca de Copacabana –, “Tapas e Beijos” é uma história de amizade. Fátima e Sueli, de Fernanda Torres e Andréa Beltrão, se desenvolveram aos olhos do público, que passou a se identificar com o cotidiano das duas vendedoras, seja a bordo de um ônibus lotado ou no limitado espaço de um dos tradicionais apartamentos do bairro.

Além da história principal, a série nunca deixou de valorizar o bom elenco que angariou ao longo de sua exibição. Pouco ortodoxos, Bia e Jurandir, personagens de Malu Rodrigues e Érico Brás, tiveram história própria e inúmeros destaques ao longo das temporadas. Assim como aconteceu com amor abusivo de Djalma e Flavinha, papéis defendidos por Otávio Muller e Fernanda de Freitas. Correndo por fora, mas, mesmo assim, com seus momentos de “solo”, o saudoso Flávio Migliaccio mostra humor e delicadeza na pele do turrão Chalita e a série ainda joga luz sobre os bons Orã Figueiredo, Daniel Boaventura e, especialmente, Kiko Mascarenhas. O reencontro do público com todas essas figuras é bem-vindo e valoriza as noites de terça da emissora com uma série que não agride e nem subestima a inteligência de ninguém, provando que humor bom é aquele em que todo mundo ri junto.

 

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!