Clique aqui e veja as últimas notícias!

PERDA

Após luta contra a Covid-19, Valdenir partiu, mas deixou legado para sempre na história de MS

Com duas décadas de trajetória no jornalismo, fotojornalista do Correio do Estado faleceu ontem, em decorrência do coronavírus
01/03/2021 07:00 - Naiane Mesquita


De office-boy a fotojornalista premiado e respeitado em todo Mato Grosso do Sul. A história de Valdenir Rezende com o Correio do Estado é repleta de emoções e registros memoráveis, que perduraram por mais de três décadas de profissão. Aos 55 anos, Valdenir se despediu de familiares e colegas da imprensa na tarde de ontem (28), no Hospital Unimed Campo Grande, após uma luta intensa contra a Covid-19.  

Devoto de Nossa Senhora Aparecida e conhecido por nunca achar uma foto impossível, Valdenir está na lembrança de quase todos os jornalistas do Estado. História que começou aos 14 anos, quando, ainda adolescente, decidiu aprender a arte de fotografar. “Ele começou como office-boy no Correio do Estado, fazia serviço de banco, de correio, essas coisas. Trabalhou comigo quando o jornal era na 14 de julho, e lá mesmo passou a ser fotógrafo. Um dia, sentado na sala comigo, pediu que eu falasse com o Antonio João Hugo Rodrigues para que ele aprendesse fotografia. Com a resposta positiva, começou a ir, após o trabalho, para o laboratório, no início apenas revelando as imagens. Posteriormente, foi para a rua e todos gostaram do trabalho dele”, relembra Vilma Leite, chefe de Recursos Humanos do Correio do Estado.  

Jornalista na época, Hordonês Echeverria tem boas lembranças de quando Valdenir começou a sua história na fotografia. “O Valdenir começou guri, menino, bem menino, no jornal, na Rua 14 de julho, quando o jornal funcionava lá. O Valdenir foi ganhando apreço pela fotografia e se tornou um grande profissional na área da imagem, sempre dedicado. Ele nunca fez corpo mole para nada, sempre estava com um sorriso nos lábios, profissional dedicado, nunca teve tempo ruim – eu nunca ouvi dele um não. Ele nunca disse que uma fotografia seria impossível, sempre saiu com a câmara dele e sempre voltou para a redação com a fotografia e com a imagem requisitada pelo editor. Isso foi a vida do Valdenir: ele trabalhava com amor, e os filhos dele seguiram com essa bela profissão, que é registrar com imagens os fatos da nossa história”, pontua.  

Para o jornalista Antonio João Hugo Rodrigues, Valdenir faz parte da história do Correio do Estado. “Assim como eu, o Valdenir cresceu no Correio do Estado. Ele mais novinho, e eu mais velho. Ele está na nossa vida há muitos anos, era um menino de bom caráter, depois um pai amoroso e um avô amorosíssimo”, relembra.

Sentimento compartilhado por Ester Figueiredo Gameiro e Marcos Fernando Alves Rodrigues, atuais diretores do Correio do Estado. “Não existem palavras para expressar a dor pela perda de uma pessoa como o Valdenir. Grande ser humano, excelente profissional e excepcional companheiro de trabalho. Com certeza, cumpriu sua missão com a bravura de um guerreiro, deixando o seu legado para os filhos Álvaro e Bruno”, frisa Ester. “Ele era uma pessoa muito especial para a família Correio do Estado. Que me viu nascer. Uma perda sem tamanho para todos nós”, complementa Marcos.