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MUDANÇAS

Com a correria do cotidiano, criar métodos de organização no trabalho ajuda a melhorar a rotina

Combinação de uso de aplicativos com o bom e velho caderninho pode fazer a diferença
02/09/2020 07:45 - Naiane Mesquita


Quem não se pegou durante o ano de 2020 pensando que deveria ser mais organizado, seja na vida pessoal ou na profissional? 

Quando as nossas duas versões se fundem em um caótico home office, o jeito é tentar compreender como melhorar as nossas rotinas e otimizar o tempo, priorizando também os segundos de tranquilidade e sem o uso da memória – que talvez não aguente as tantas informações do cotidiano contemporâneo.  

Enquanto algumas pessoas juram que a melhor maneira de ter uma vida organizada é investir na tecnologia, outras não abrem mão do velho e bom caderninho, agenda ou post-it, enfim, algo que seja palpável. 

Nessa luta para conseguir encontrar um método que realmente funcione tem ainda os híbridos, aqueles que conseguem se organizar utilizando a tecnologia e o papel.  

É o caso da professora Patrícia Pirota, 37 anos. “Eu preciso de cadernos. Eu já tentei me organizar de forma virtual, mas não consigo, com agenda do Google e outras ferramentas on-line, eu não consigo”, ri Patrícia.  

Ela prossegue explicando que usa outro tipo de caderno para organizar a rotina de trabalho. 

“Para o trabalho, eu tenho ainda o meu caderno de planejamento: lá eu tenho o calendário mensal, organizadas a data de entrega de atividades e as aulas que eu dei no dia, na semana, planejamento do mês, tudo isso. Esse é o meu tesouro, se eu perco isso, eu não sei dar aula”, explica.

A diferença do bullet journal para uma agenda é a forma como ele é organizado, em uma espécie de diário livre, onde a pessoa pode anotar ideias, compromissos, informações e o que mais for necessário para organizar a vida cotidiana. O bônus é a decoração, com várias opções de acordo com a criatividade do usuário.  

Além dos citados, Patrícia ainda tem uma agenda semanal, que fica ao lado do computador, e a ajuda da Alexa, assistente virtual. 

“Agora eu estou usando a Alexa também como ajudante de organização. Ela é maravilhosa, ainda mais para a lista de compras, ela é muito útil”, frisa.

 
 

Necessidade

Patrícia relembra que esses métodos de organização surgiram por necessidade ao longo da sua vida. 

“A primeira vez que eu pensei que precisava me organizar foi por volta do ano de 2004, na época eu dava aula nos três períodos, em seis escolas. Em 2009, eu conheci o blog da Thais, da Vida Organizada, e ele me ajudou a pensar em outras formas de organização e como isso não precisa ser uma coisa chata, mas, sim, uma ferramenta para eu viver melhor”, acredita.  

Quem também encontrou uma forma de organização por necessidade foi a publicitária e empresária Anna Carolina Boaretto, 32 anos. 

“Eu não me considero uma pessoa organizada, foi por necessidade mesmo. Eu trabalho com comunicação, e na comunicação as demandas vão surgindo e uma atropela a outra”, conta. 

 
 

Anna Carolina é responsável pelo atendimento de 20 empresas e para não correr o risco de esquecer nada recorreu à tecnologia. 

“Eu faço uma listinha de tudo que eu tenho de fazer e essa listinha me dá um norte de tudo no meu dia, o que é mais urgente etc”, frisa.  

Para isso, ela usa as ferramentas do Google, o bloco de notas no celular e um programa específico na empresa, que consegue organizar todas as demandas por prioridade. 

“Esse sistema da agência é ótimo, porque eu consigo fazer vários lançamentos de demandas e ele otimiza meu tempo, organizando por horário e ordem de prioridade”, frisa.

 
 

Em casa

Há quem sinta o peso do home office, mas do lado contrário, como é o caso da empresária Daiane Libero. 

“Eu percebi que precisava me organizar mais porque a gente acabou ficando muito mais em casa na pandemia. Eu já gostava de organizar minha casa e ter ela arrumadinha, mas eu percebi que os espaços da casa viraram praticamente o nosso único espaço”, frisa.

Com cinco gatos e um cachorro em casa, ela e o marido perceberam que a limpeza precisava ser feita com mais frequência do que no antigo sistema de trabalho. 

“A área que eu coloquei mais esforço até agora foi a cozinha. Antes, quando eu trabalhava fora, a gente comia fora. Mas, agora, eu percebo que eu estou cozinhando muito mais e senti a necessidade de organizar a cozinha”, acredita.

O jeito encontrado por Daiane foi doar vasilhas de plástico em excesso, utensílios que não eram utilizados, como panelas antigas, e etiquetar os potes de condimentos. Quem mudou também foi a geladeira, que foi trocada por uma maior. 

“Eu uso muito lista de papel e também um aplicativo de bloco de notas do Google no meu celular, para fazer lista de compras e contas que eu ainda preciso pagar. Não existe organização sem lista de mercado. Outra coisa que eu uso é uma etiquetadora: como eu sou vegetariana, eu comecei a condimentar mais a minha comida, então eu comprei 50 potes para guardar condimentos e etiquetei com o nome dos temperos, para não ficar bagunçando a minha estante”, frisa.

 

Felpuda


Figurinha está trabalhando intensamente para tentar eleger a esposa como prefeita de município do interior.

Até aí, uma iniciativa elogiável. Uns e outros, porém, têm dito por aí que seria de bom tom ele não ensinar a ela, caso seja eleita, como tentar fraudar folha de frequência de servidores. 

Afinal, assim como ele foi flagrado em conversa a respeito com outro colega, não seria nada recomendável e poderia trazer sérias consequências. Só!