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IMPORTAÇÃO

Saiba mais sobre o nitrato de amônia, apontado como responsável por explosão no Líbano

Produto é matéria-prima de um fertilizante comum na agricultura brasileira
10/08/2020 08:44 - Da Redação


O nitrato de amônio, produto apontado como possível responsável pela explosão ocorrida em um terminal portuário do Líbano, é matéria-prima de um fertilizante comum na agricultura brasileira, utilizado há pelo menos 50 anos, especialmente na produção de cana-de-açúcar, frutas e hortaliças. 

Apesar disso, ele está longe de ser o adubo mais usado pelo produtor rural.

O Brasil é um dos líderes na produção mundial de alimentos, e a demanda dos agricultores é muito maior do que o País consegue produzir de nitrato (cerca de 500 mil toneladas por ano) e outros adubos químicos. Com isso, a maior parte dos fertilizantes precisa ser importada.

Segundo levantamento feito pela consultoria especializada em agronegócio StoneX, o Brasil importou cerca de 1,2 milhão de toneladas de nitrato de amônio em 2019, cerca de 3% do que o País utiliza de fertilizantes. 

Nos dez últimos anos, o volume variou acima de um milhão de toneladas, e o principal fornecedor tem sido a Rússia.

Embora o número pareça expressivo, o nitrato de amônio não é o tipo de fertilizante mais usado pelo agricultor brasileiro. 

Também de acordo com a consultoria, a liderança neste segmento é da ureia, com quase 5,6 milhões de toneladas importadas em 2019, cerca de cinco vezes mais que o nitrato.

O Brasil teve em 2019 uma demanda de 36,2 milhões de toneladas de fertilizantes, segundo a StoneX. Desse total, 81,5% (29,5 milhões de toneladas) veio do exterior.

Hideraldo José Coelho, coordenador de fertilizantes do Ministério da Agricultura, diz que normalmente o nitrato de amônio que é misturado na produção de fertilizantes tem uma concentração pequena, de 10% a 15%, o que diminui o risco de explosão no campo.

Se a concentração de nitrato for maior que 70%, aí a responsabilidade passa a ser do Ministério da Defesa.

“Tem algumas culturas que utilizam o nitrato puro, mas são aquelas de grande valor agregado, como hortaliças e frutas, mas ele é vendido em pequenas quantidades, em embalagens de cerca de 25 kg. Neste caso, todo o controle é feito pelo Ministério da Defesa”, explica.

Por causa de seu potencial explosivo, o controle da chegada do nitrato de amônio no Brasil é feito pelo Exército, que define as condições de transporte, manipulação e armazenamento do produto.

Já ao Ministério da Agricultura cabe a fiscalização da venda de fertilizantes e da checagem de critérios de qualidade e padronização do insumo.

Algumas das regras do Exército para transportar explosivos no Brasil são: acompanhamento de escolta armada e ter uma segurança contra roubos e furtos nos pontos de parada e de apoio.

Além disso, o veículo precisa ser de carroceria fechada tipo baú ou em equipamento tipo contêiner; ter comunicação eficaz com a empresa responsável pelo transporte; e contar com sistema de rastreamento em tempo real e um botão de pânico, com ligação direta com a empresa responsável pelo transporte.

 
 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!