Economia

CUSTO DE VIDA

Campo Grande registra alta na inflação

Campo Grande registra alta na inflação

Redação

05/10/2010 - 10h22
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Campo Grande registrou em setembro aumento na inflação. De acordo com a pesquisa mensal realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/CG) ficou em 0,40% em relação a agosto.

Segundo o coordenador do Nepes, professor Celso Correia de Souza, “poderá haver uma acentuada inflação de demanda até o final do ano, principalmente, em relação à carne bovina devido à forte estiagem que aconteceu na entressafra desse produto, o que pode provocar a falta de boi gordo para completar escalas de frigoríficos. Para complicar ainda mais a vida do consumidor, o Brasil tem retomado, paulatinamente, aqueles mercados externos de carne bovina que perdeu durante a crise econômica de 2008/2009. Além do mais, os preços externos já aumentaram em torno de 23% nesses últimos meses. Legumes e hortaliças também poderão encarecer devido às chuvas fortes que estão ocorrendo nas regiões produtoras”.

Dos sete grupos que compõem o IPC/CG, três apresentaram índices positivos: Alimentação, Habitação e Despesas Pessoais. “O grupo Alimentação que, desde junho, estava contribuindo para segurar a inflação, registrando índices negativos, em setembro foi praticamente o responsável pela alta de 0,40% do IPC”, destaca Correia. Os grupos Transportes e Educação permaneceram estáveis e Vestuário e Saúde apresentaram deflação.

Com alta de 1,62%, o grupo Alimentação registrou fortes aumentos nos preços da carne bovina, em média de 6,0%; das frutas, com destaque para o limão 60,76%, melancia 22,79%, laranja pêra 21,64%; do óleo de soja 7,48% e do pão francês, com 7,14%. Entre os cortes de carne bovina, destacam-se os reajustes do peito, de 9,35%; do coxão mole, de 8,80%; da paleta, de 7,74% e do lagarto plano, de 7,65%. “A tendência para o mês de outubro é de elevação de preços, pois estamos no final de uma entressafra que foi penalizada com uma forte estiagem, o que dificultará a recuperação das pastagens. Do total de 1 milhão e 300 mil cabeças de bois confinados mais de 70% já foram abatidos, não conseguindo suprir a demanda”, pondera o coordenador do Nepes. De acordo com a pesquisa, o frango congelado e os miúdos apresentaram alta de 0,84% e 0,65%, respectivamente.

Opção – Na contramão, os cortes de carne suína registraram deflação em setembro. A bisteca registrou índice de -5,62%; a costeleta, de -4,48% e o pernil, de -3,56%. “O consumidor pode optar por consumir mais carne de frango, que registrou pequeno aumento, ou carne suína. Porém, se houver uma migração acentuada de compradores para essas carnes, deve haver um aumento da demanda e, conseqüentemente, uma elevação nesses itens”, explica o professor Celso.

No grupo Habitação, o índice médio de reajuste foi de 0,12%, com destaque para aumentos nos seguintes produtos: condicionador de ar (11,12%), artigos para limpeza (7,61%),

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