A indústria colocou o pé no freio das contratações e ajudou o volume de vagas de trabalho com carteira assinada criadas em setembro a ser menor do que o esperado por analistas do mercado financeiro e pelo próprio ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. No mês passado, foram gerados 246.875 postos formais, número menor que agosto (299 mil) e também inferior ao registrado no mesmo mês de 2009 (252 mil), segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem.
Ao contrário de economistas, Lupi negou que o volume já represente uma desaceleração. “É efeito sazonal, principalmente nos estados de Minas, São Paulo e Goiás, que foram afetados por demissões na agricultura”, argumentou. Ele previa que o resultado de setembro fosse o melhor para o mês da história. “Nem sempre a gente acerta porque a gente é humano”, justificou.
Mesmo assim, a indústria de transformação foi a que apresentou o maior saldo líquido de empregos formais, de 94.205, seguida bem de perto pelo setor de serviços (94.202). A agricultura vem contribuindo negativamente para a produção de vagas de trabalho formais. No mês passado, as demissões superaram em 22.937 as contratações com carteira assinada.
Apesar de números não tão entusiasmantes no mês, no acumulado de janeiro a setembro a criação de vagas de empregos formais superou as demissões em 2.201.406, a melhor marca para o período. O volume está próximo da meta do governo, de geração de 2,5 milhões de empregos até o final do ano.