A Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrisul) promoveu um encontro com 40 produtores rurais da Suécia. O grupo participa de um roteiro para conhecer as potencialidades agrícolas do Brasil e já passou pelo Paraná. Eles conheceram a criação de gado de forma extensiva e natural.
Em sua exposição, o presidente da Acrisul, Francisco Maia, sublinhou o fato de que a população mundial só cresce e com ela melhora a vida das pessoas e consequentemente aumenta o consumo de alimentos. “Até 2050 seremos 9 bilhões de pessoas e o desafio é ampliar a produção de alimentos em pelo 70% para atender essa demanda”, ressalta.
A Suécia tem uma economia de mercado desenvolvida e amplamente baseada nos setores de serviços, indústria pesada e comércio internacional. A criação de gado é considerada altamente desenvolvida. O país, com 99% de alfabetizados, tem uma densidade demográfica de 20 hab/km² e um PIB de US$ 336 bilhões.
“Há 30 anos abatia-se gado com média de 72 meses, hoje a média é de 30 meses e ainda avançamos a passos largos para acelerar ainda mais o abate precoce, aos 18 meses”, afirma Maia. Ele lembra ainda que a ocupação dos Cerrados pelos sulistas tornou hoje o Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso pólos importantes na produção e exportação de grãos do Brasil.
Os pecuaristas visitaram, entre outras regiões, o Pantanal Sul-Mato-Grossense, para conhecer de perto a experiência de integração entre a pecuária e o ecossistema mais preservado do Planeta. Lá, a ABPO (Associação Brasileira de Pecuária Orgânica) difunde e certifica a pecuária natural, do boi criado a pasto, naturalmente. A proposta do encontro, além de estreitar a relação entre o Estado e aquele país, é criar vínculos que permitam a troca de experiência e o intercâmbio de soluções. Está programado para novembro ainda uma visita de produtores canadenses à Acrissul.