A falta de bois prontos no mercado derrubou o número de abates no Estado ao segundo menor desde 1996 para o mês de outubro (217,5 mil), abaixo da média de 236,6 mil cabeças, segundo a Superintendência Federal de Agricultura (SFA). A exceção é 2005, quando a febre aftosa minguou o rebanho e 144,6 mil animais foram abatidos.
Frigoríficos tiveram ainda mais dificuldade para comprar animais. A rede Big Beef, que inaugurou a quarta loja na Capital ontem, em plena queda de braço do setor, chegou a diminuir pela metade a escala de cerca de mil animais por dia, segundo o veterinário responsável, Alfredo Escalante.
Os preços pularam, em média, 15%, mas foi a qualidade do produto que incomodou os clientes. "A qualidade da carne ficou aquém do que desejávamos, e isso é visto a olho nu, o consumidor percebeu", conta Escalante.
A alta, como era esperado, chegou rápido ao consumidor, mas a queda dos últimos dias deve caminhar lentamente até o varejo, segundo o pesquisador do Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), Celso Correia de Souza. (CHB)