A decisão de abrir as portas em um shopping deve levar em conta custos mensais, como aluguel, condomínio e o fundo de promoção. A cobrança mantém a infraestrutura que faz dos shoppings confortáveis templos de consumo. "É preciso investir em estrutura para oferecer conforto", explica o superintendente do Pátio Central Shopping, João Rodi, inaugurado há dois anos, no centro da cidade.
Quando procurado por novos empreendedores, que juntaram um capital e estão determinados a investi-lo no varejo, Rodi os orienta a pensar bem na decisão e, se não sente firmeza no tino comercial do futuro lojista, recomenda um curso de qualificação, como os oferecidos pelo Sebrae . "Às vezes, um capital que levou a vida inteira para ser construído pode se perder em meses", adverte o superintendente.
Os centros comerciais podem aplicar valores diferentes às negociações do mesmo espaço, dependendo da necessidade que têm de abrigar uma marca ou franquia que consideram importante para o mix. Esse mix é o conjunto de lojas que oferecem, a mistura de segmentos que atendem aos desejos de consumidores com diferentes gostos e bolsos. Por isso, podem rechaçar a oferta de mais uma sorveteria se já tiverem outras a pleno vapor, e considerarem o setor bem atendido. Também cabe ao comerciante analisar se ainda cabe mais um no setor no qual pretende atuar. (CHB)