A Fibria apresentou um lucro líquido de R$ 389 milhões no primeiro trimestre de 2011, após a venda dos ativos da Consórcio Paulista de Papel e Celulose (Conpacel) e da KSR à Suzano Papel e Celulose, um resultado 143% superior ao de igual período de 2010, quando o lucro atingiu R$ 9 milhões. A informação foi dada na manhã de ontem (2), em teleconferência com a imprensa, pelo diretor presidente, Carlos Aguiar.
De acordo com ele, a taxa de endividamento também foi reduzida com a venda de ativos, na ordem de 24%, em comparativo de iguais períodos. Assim, a dívida bruta chega a R$ 10,2 bilhões e a líquida, com queda ainda maior, de 27%, fica em R$ 7,96 bilhões.
Segundo Aguiar, os indicadores mostram que a Fibria, maior fabricante de celulose de eucalipto branqueada do mundo, entrou o ano com o “pé direito”. “Os resultados mostram a eficácia das estratégias definidas e dos esforços de excelência operacional”, avaliou. A estratégia é de alongamento para pagamento das dívidas, com redução de custos e, em conseqüência, do endividamento. E de alinhamento no mercado, com foco em celulose para o mercado. Assim, a Fibria vem se desfazendo de ativos no segmento de papel, como a Conpacel e a KSR.
Os diretores participantes da teleconferência, entre eles o diretor de Operações Florestais, Suprimentos, Papel e Estratégia da companhia, Marcelo Castelli, que assumirá a presidência em julho, também confirmaram negociações e estudos para a possível venda de outros ativos, até o final do ano, como o projeto Losango – maciço florestal em formação no sul do país, que ainda consome investimentos – e a planta de Piracicaba.
A fábrica de Três Lagoas, segundo Castelli continuará investindo na formação de florestas, principalmente com arrendamentos ou plantios próprios, para abastecer a atual fábrica e a planejada expansão.
Os executivos informaram que a companhia segue com o cronograma de parada geral das fábricas, como ocorre anualmente. Em Três Lagoas, a previsão é de parada de dez dias em julho, para manutenção.