Os ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G-7) poderão realizar uma teleconferência, entre o final do dia de hoje e amanhã, para discutir medidas de estabilização dos mercados globais. A discussão, sugerida pela França, deve abordar as implicação para os mercados do rebaixamento do rating dos EUA pela agência Standard & Poor's, feito ontem à noite, além da crise da dívida da Europa.
A reunião foi anunciada após conversa telefônica entre os chefes de governo de Franca, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e o presidente do Conselho da Europa. A decisão, porém, foi de limitar o encontro aos países ricos, rompendo uma prática, desde a eclosão da crise mundial, de chamar à mesa os países emergentes, como o Brasil, para buscar soluções para crises internacionais. O G-20 não foi convocado.
O ministro de finanças francês, Francois Baroin, que deve comandar a reunião, afirmou em entrevista a uma rádio que ainda é muito cedo para dizer se o G-7 antecipará a próxima assembleia. O novo encontro entre os líderes dos governos dos países que integram o grupo está agendado para o início de setembro na França.