Responsáveis pela dinâmica de um dos setores econômicos mais importantes de Mato Grosso do Sul, os 20.180 trabalhadores das indústrias frigoríficas do Estado têm remuneração média de R$ 1.000,22, 16,64% abaixo do salário médio do segmento industrial sul-mato-grossense, de R$ 1.200. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a remuneração de MS é a 8ª maior do país, mas inferior à média nacional, de R$ 1.058,43.
“A variação de salários na indústria frigorífica é muito grande no Brasil. Há diversos pisos, porque são definidos em negociações por empresas e por município”, afirma o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (CNTA), Artur Bueno de Camargo, que esteve ontem, em Campo Grande, participando de assembleia nacional do setor, realizada no Clube Estorial. De acordo com Camargo, os pisos salariais de MS variam de R$ 600 a R$ 700 e estão entre os menores do País.
Os sindicatos querem piso nacional de R$ 1.000. “Esse valor não é por acaso, mas se baseia na estatística do Dieese, que, aliás, define um salário muito acima do que propomos”, afirma. De acordo com estudo desse departamento, o salário mínimo necessário para surprir necessidades básicas das famílias é de R$ 2.242.
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