Em uma casa na Aldeia Urbana Marçal de Souza, Nilda Metelo Ortiz, 48 anos, vive uma situação delicada. Rodeada de filhos e netos, e vivendo somente de benefícios governamentais, como vale renda e bolsa família, Nilda está há meses sem energia elétrica. “Estava muito caro, aí não tive como pagar e cortou, não tenho condições de acertar”, lamenta.
O que ela não sabe é que, justamente por fazer parte de programas sociais, teria direito à tarifa social, que dá descontos na conta de energia. Poucas casas ao lado, Acássio Antônio, 45, conseguiu o benefício. “Pago uns R$ 12 por mês”, comemora.
Nilda faz parte de um quadro comum em Mato Grosso do Sul. Cerca de 50 mil pessoas não procuraram, ou não sabem como, aderir à tarifa social, mesmo estando inclusos no grupo que poderia ser beneficiado com descontos progressivos nas faturas. “Eu sei que tenho direito, mas não sei nem o que fazer”, comentou Nilda. Para a Enersul, concessionária responsável pelo serviço em 73 dos 78 municípios do Estado, os consumidores devem procurar a empresa para pagar menos na energia.