Em fevereiro o índice de famílias com o orçamento comprometido com prestações mensais aumentou 9% e atingiu 42,6%. Em números absolutos, são 105.642 famílias endividadas, 8.859 a mais que em janeiro. Os números fazem parte da Pesquisa do Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada hoje pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
“O fato de as pessoas estarem com compromissos significa que aumentaram o consumo em janeiro. Uma notícia boa é que os indicadores da inadimplência recuaram”, explica o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio MS), Edison Ferreira de Araújo. De 6,9%, em janeiro, o índice dos que disseram que não terão condições de saldar as dívidas caiu em fevereiro para 5,9%. Já o índice dos que têm contas em atraso passou de 20,9% a 20,7%.
Na percepção dos consumidores, apenas 3,4% se consideram “muito endividados” com contas como cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros. Os cartões de crédito, mais uma vez, respondem pela maior parte das dívidas, com 77,6% e 23,3% têm compromissos em carnês. O crédito pessoal aparece com 9%. Para a maioria dos entrevistados, 36,7%, a conta dura de 6 meses a um ano e 28,1% terão compromisso por mais de um ano com as prestações. Sobre a parcela da renda comprometida com a dívida, 83,3% dizem que é de 11% a 50%. A amostragem mínina da pesquisa é de 500 famílias e o intervalo de confiança de 95%.