A diminuição dos juros cobrados pelos bancos públicos e privados anunciada em abril já deu resultado. A taxa média de juros para o brasileiro passou de 6,33% em março para 6,25% em abril e atingiu o menor patamar da série histórica, iniciada em 1995, segundo pesquisa divulgada pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quarta-eira (9).
Com o resultado de abril, o brasileiro paga, em média, 106,99% de juros ao ano, contra 108,87% do registrado em março. Além da maior competição dos bancos com a queda dos juros, as outras três razões que levaram a esse recuo, segundo a associação, foram a redução da taxa básica de juros (para 9% ao ano), queda nos índices de inadimplência e expectativa de novas quedas da Selic.
Todas as seis linhas de crédito avaliadas apresentaram queda nos juros, com exceção do cartão de crédito, cuja taxa permaneceu inalterada em 10,69% ao mês — a maior desde junho de 2000, quando ficou em 10,7%.
Por outro lado, apesar de os economistas recomendarem ao consumidor pagar sempre as contas à vista, está mais barato pegar dinheiro emprestado no comércio, cheque especial, no financiamento de veículos dos bancos e nos empréstimo pessoal em financeiras e nos bancos.
No caso dos juros do comércio, a taxa média de juros passou de 4,87% para 4,77% ao mês em abril — menor nível para esta modalidade de crédito desde 1995. Ao ano, a taxa média ficou em 74,92%.
O cheque especial também aliviou o bolso do brasileiro, já que a taxa passou de 8,34% ao mês para 8,28% ao mês em abril. Com isso, ao ano, pegar dinheiro emprestado no cheque especial tem juros de 159,76% — o menor patamar desde outubro de 2011.
O CDC (Bancos Financiamento de Automóveis) apresentou taxa média de 1,94% em abril, contra 1,97% em março. No ano, os juros ficaram em 25,93% — a menor da série histórica, iniciada em 1995.
No caso do empréstimo pessoal dos bancos, a taxa passou de 3,84% para 3,69% ao mês em abril — menor nível desde 1995. A taxa do empréstimo pessoal das financeiras passou de 8,26% ao mês para 8,14% ao mês, também o menor patamar mensal em 17 anos.