A intenção do Paraguai querer renegociar o valor da tarifa paga pelo Brasil pela energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, e não suspender a venda, é desconhecida oficialmente pelas autoridades brasileiras. O Ministério das Relações Exteriores, por meio de sua assessoria, informou que não há estudos em curso para a revisão ou reajuste dos valores e que não houve comunicado oficial por parte da Chancelaria ou da Presidência do Paraguai.
Consultado pela Agência Brasil, o diretor-geral brasileiro da Usina Hidrelétrica de Itaipu, Jorge Samek, informou que não é simples o processo de reajuste das tarifas pagas pela energia da usina, já que é necessária a aprovação do Senado dos dois países, o que requer vontade política dos dois lados.
“Primeiro há uma reunião entre técnicos, que auxiliam ministros e presidentes dos dois países a formularem uma proposta que, para ser efetivada, precisa ser aprovada pelo Senado dos dois países”, disse Samek. Caso decida realmente fazer a proposta, o governo paraguaio tem de, primeiro, apresentá-la oficialmente ao Itamaraty.A