A maior parte das pessoas que desejavam conseguir uma renda extra no fim de 2012 acabou conseguindo. No ano passado, foram preenchidas 157 mil vagas temporárias no País até o Natal - 7% a mais do que o volume de pessoas admitidas em 2011.
Os dados são da Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário) e do Sindeprestem (Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo).
Do total de contratos temporários firmados em dezembro, 15% já foram efetivados, garantindo emprego fixo para 23,5 mil trabalhadores brasileiros.
O comércio foi responsável por 75% do total das contratações. Os trabalhadores temporários se concentraram na região Sudeste (51,87%), entre os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo - totalizando 81.436 pessoas.
Ainda de acordo com o levantamento encomendado ao Instituto de Pesquisas Ipema, 20% das vagas foram preenchidas por jovens em situação de primeiro emprego, ou seja, aproximadamente 31,4 mil trabalhadores sem experiência foram contratados tanto no comércio como na indústria.
A presidente da Asserttem, Jismália de Oliveira Alves, explica que o fato de as contratações temporárias terem superado o ano de 2011 (economicamente melhor para o País) está atrelado à data. "Mesmo que as pessoas estejam endividadas, grande parte do 13º salário é reservada para gastos e presentes no fim do ano. É o momento que as pessoas consomem mais naturalmente, sejam nos mercados, ou comprando roupas e presentes. O 13º injetou na economia brasileira R$ 131 bilhões."
MELHORIAS - No comércio a remuneração teve aumento de 3,5% em relação ao período anterior, ficando em torno de R$ 870. Já na indústria o salário médio foi de R$ 1.155 - alta de 5% ante o fim de 2011.