Criado em 2006 em Dourados pela ONG Associação Mulheres em Movimento, o Banco Pirê, de caráter comunitário, emprestou ao longo desses seis anos cerca de R$ 700 mil para 450 pessoas ou empreendimento solidários. O retorno dos empréstimos forma o capital de giro, além de doações de pessoas e entidades.
Essa organização não governamental surgiu em 2004, quando recebeu a doação, por herança, de R$ 30 mil. Inicialmente a diretoria da entidade não sabia qual destino dar ao dinheiro. Até que surgiu a ideia de criar o banco, baseado numa experiência pioneira existente em Fortaleza (CE), o Banco Palma. E assim surgiu o Pirê, “com a finalidade de promove qualidade de vida, através de uma outra economia e outro consumo, com base nos princípios da economia solidária”.
Uma das medidas tomadas foi a criação do dinheiro próprio, uma moeda social batizada de pirapirê o que, literalmente, significa no idioma guarani caiuá “escama de peixe”, mas também identifica a palavra dinheiro. As cédulas circulam em comércios de alguns bairros douradenses, principalmente na vila São Braz, na zona norte da cidade.
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