A construtora mexicana Homex não compareceu à audiência ontem, agendada no Ministério Público do Trabalho (MTB), para fechar acordo de rescisão com os trabalhadores da obra de Campo Grande. A empresa informou ao órgão que não tem condições financeiras para aceitar nenhuma das propostas já conversadas anteriormente com o Sindicato dos Trabalhadores na Construção (Sintracon).
São cerca de 200 operários da construção, que somam em torno de R$ 1,5 milhão de rescisão, segundo o sindicato – sendo aproximadamente R$ 600 mil pertencentes à 80 trabalhadores, que já haviam se manifestado a favor do parcelamento da dívida. “Também recebemos o ofício da empresa, comunicando que não viria para a audiência. Nele ela diz ainda que está elaborando um plano de ação – vamos entrar procurá-los para saber que plano é esse”, afirmou o presidente do Sintracon, José Abelha.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de impresa da Homex para tratar do assunto, porém, até o final desta edição a empresa não se pronunciou. O canteiro de obras, onde a mexicana pretendia construir três mil unidades habitacionais, no Bairro Paulo Coelho Machado, continua totalmente paralisado – há apenas um funcionário, que aparentemente só cuida o local. Cerca de 500 apartamentos foram entregues até agora.
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