Entrando no quinto mês consecutivo de impasse e às vésperas do Dia das Mães, segundo maior em movimento para as vendas, a decisão da Prefeitura de não pagar empresas de serviços terceirizados até concluir análise dos contratos reflete negativamente na economia da Capital. É como um ciclo de perdas: município não paga para os fornecedores, que atrasam salários de empregados ou demitem, e esses, como consequência, adiam pagamento de contas e novas compras. O impasse se arrasta desde janeiro e não tem previsão de acabar.
“O prefeito não está prejudicando só aquela empresa, mas tudo que está por trás dela. É uma série de consequências para a cadeia econômica. Prejudica inclusive na própria geração de impostos para o município”, avalia o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MS), Edison de Araújo.
Sem salário em dia ou certeza do emprego, o trabalhador fica intimidado a comprar, como afirma o presidente do sindicato dos trabalhadores da Solurb (empresa responsável pelos serviços de lixo na cidade), Wilson Gomes da Costa.
“Um trabalhador que quer investir, comprar um carro, por exemplo, ele não tem segurança para isso. Por que ele está sujeito a comprar hoje e amanhã não ter o salário para pagar. Os funcionários não tem tranquilidade para trabalhar, a situação real é essa”, diz.
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