Apesar do aumento de 8% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no ano – acima da inflação acumulada (5,84%) – as prefeituras do interior de Mato Grosso do Sul afirmam estar “suando a camisa” para conseguir recursos e pagar o 13º salário dos servidores públicos municipais até 20 de dezembro – prazo máximo para a quitação do abono. Conforme matéria publicada na edição de hoje (16) do jornal Correio do Estado, redução dos expedientes, cortes de contratos, gratificações e até mesmo nos salários de gestores e secretariados, estão entre as medidas para garantir caixa neste fim de ano.
De acordo com dados do Tesouro Nacional, entre janeiro e outubro deste ano, as transferências federais do FPM às cidades de MS cresceram de R$ 637,2 milhões para R$ 688,4 milhões (+8,03%). O aumento, porém, segundo o secretário de administração de Anastácio, Ernandes Peixoto de Miranda, não foi suficiente frente o crescimento das despesas municipais – somente o salário mínimo no ano, subiu 6%.
“O incremento nos nossos custos foi de pelo menos o dobro da inflação”, afirmou. “O que deve nos ajudar um pouco é a reserva de 1% do FPM, que o governo acumula durante o ano, justamente com a finalidade de destinação ao pagamento do 13º das cidades. O repasse desse dinheiro às prefeituras está previsto para o dia 10 de dezembro”, completa o secretário, que precisa ter em caixa no próximo mês, cerca de R$ 2,7 milhões para cumprir com a folha de cerca de R$ 1,2 milhão do abono e R$ 1,5 milhão dos salários normais dos servidores. A reportagem é de Adriana Molina.