Com ofertas acima do mínimo pedido pelo governo, os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais, tiveram suas outorgas concedidas nesta sexta-feira. O maior ágio foi para terminal carioca, que tinha lance mínimo de R$ 4,82 bilhões. Com proposta de R$ 19.018.888.000 – valor cerca de quatro vezes maior que o pedido pelo governo –, o consórcio Aeroportos do Futuro, formado por Odebrecht TransPort e Cingapura Changi, adquiriram o direito de operar o Aeroporto Internacional Tom Jobim.
Para o mineiro, a outorga foi concedida ao consórcio AeroBrasil, formado por CCR e a operadora suíça Flughafen Zurich AG. A disputa no leilão viva voz (que não foi necessário no caso do Galeão) terminou com uma proposta de R$ 1,82 bilhão, pouco menos que o dobro do que o governo federal desejava: R$ 1,09 bilhão.
A disputa por Confins foi com o consórcio Aliança Atlântica Aeroportos, integrado por Queiroz Galvão e Ferrovial, que ofertaram R$ 1,8 bilhão para operar o aeroporto mineiro.
Primeira fase
Antes dos lances viva voz, os consórcios puderam apresentar suas ofertas por Confins e Galeão. Foram oito no total.
Para o carioca, houve cinco propostas. Abaixo da vencedora – da Aeroportos do Futuro – esteve o lance do Consórcio Sócrates. Formado por Carioca Engenharia, GP Investimentos , ADP (operadora do aeroportos de Paris, na França) e Schiphol (do de Amsterdã, na Holanda) com 60% e a operadora do aeroporto de Cingapura Changi com 40%), o grupo ofereceu R$ 14,5 bilhões pelo Galeão.
A terceira melhor proposta foi de R$ 13.113.250.000, do Novo Aeroporto Galeão, consórcio que engloba EcoRodovias, Fraport (42,5% de cota para cada uma) e Invepar (14,99%).
Como os dois consórcios ofertaram valores equivalentes a até 90% da proposta da Aeroportos do Futuro, elas tinham direito a participar do leilão viva voz. Mas ambas não realizaram nenhuma nova oferta, que, pelas regras, deveria ser, no mínimo, de R$ 19.518.888.000,00, ou seja, R$ 500 milhões superior à oferta da primeira fase. Dessa forma, o consórcio de Odebrecht TransPort e Cingapura Changi irá operar o Galeão.