Os consórcios que arremataram hoje (22) os aeroportos do Galeão e de Confins esperam ter retorno do investimento aumentando a receita comercial e o número de passageiros. Chamaram a atenção os R$ 19 bilhões pagos pelo Consórcio Aeroportos do Futuro para administrar o Galeão, ágio de mais 293% sobre o valor mínimo (R$ 4,82 bilhões).
O terminal deverá agora ser administrado pela operadora comandada pelo grupo brasileiro Odebrecht em parceria com a Changi Aeroports, de Cingapura. Enquanto em Confins, a AeroBrasil ofereceu um ágio de 66,05% sobre o valor mínimo, fechando com R$ 1,82 bilhão.
Segundo o presidente da Odebrecht TransPort, Paulo Cesena, uma das vantagens do Galeão é a localização, que possibilita uma grande expansão das operações. “Há possibilidade de trazer hoje passageiros na casa dos 18 milhões por ano. O próprio governo está projetando até 60 milhões [até 2038] e nós acreditamos que podemos ir muito além disso, na medida em que temos um espaço enorme de crescimento de terminais, a construção de uma nova pista independente”, ressaltou em entrevista na Bolsa de Valores de São Paulo, onde ocorreu o leilão. A previsão é que os investimentos no aeroporto sejam cerca de R$ 5 bilhões.
Além do aumento da lucratividade com o número de passageiros, Cesena destacou a importância das atividades comerciais que, na sua avaliação, deverão crescer substancialmente no terminal, a exemplo do que o parceiro desenvolve em Cigapura. “Toda a ideia por trás dos aeroportos que nós fazemos é proporcionar uma experiência mais positiva, relaxante e amigável possível”, ressaltou o presidente da Changi Aeroports, Lim Song, sobre como o aeroporto deverá ganhar acessórios que não estão diretamente ligados ao transporte aéreo.