Campo Grande deverá se tornar, em um futuro próximo, uma capital dos serviços. A avaliação é do economista e vice-presidente do Conselho Regional de Economia, Thales Souza Campos. “Temos grandes laboratórios hospitalares, hotéis, centro de convenções e tudo para dar suporte aos grandes empreendimentos industriais que vão se instalar em municípios próximos. Um deles é a fábrica de celulose de Ribas”, afirma o economista.
A opinião é compartilhada pelo professor da UFMS, Everlam Montibeler. “Campo Grande tem se destacado como uma importante praça financeira do Estado, com 114 das 309 agências bancárias, mas ainda tem potencial para avançar mais. Por outro lado, há uma ampla rede de instituições e agências de fomento, que a habilita na atração de empresas de alta tecnologia na produção agrícola. Este casamento entre o agronegócio, indústria e serviços ainda está para acontecer”, prevê.
Mão de obra
De acordo com o economista Thales de Souza Campos, Campo Grande terá, nos próximos anos, uma necessidade majoritária de mão de obra qualificada. Esta demanda já vem sendo estimada também pela Fiems.
Neste sentido, o Sistema S já tem projetos de qualificação importantes em andamento. “Teremos aqui, na Capital, a Escola do Sesi, Escola da Construção para auxiliar na formação de pessoas.
Além disso, a Fiems já tem a Faculdade Fatec Senai e está construindo a Arena do Trabalhador, criando uma escola de Aviação Civil no Senai e ampliando o Núcleo de Tecnologia do Gás. Tudo para atender estas empresas”, destacou Sérgio Longen.