Um dos empecilhos para entrar ou voltar ao mercado de trabalho é a autoestima abalada. Afinal, quem não está trabalhando pode imaginar que é menos capaz que os que estão empregados. Portanto, o primeiro passo para iniciar o ano na ativa é mudar o pensamento sobre si mesmo. “A pessoa não deve dizer que está desempregada, mas, sim, que está disponível ao mercado”, essa é uma das orientações da psicóloga Mônica Wanderley, especialista em Recursos Humanos, para quem está em busca de recolocação profissional.
“Estar disponível ao mercado” não é simplesmente um eufemismo para desempregado. Trata-se, na verdade, de uma mudança de postura: a pessoa não se vê fora e, sim, dentro do mercado, à disposição para as vagas que surgem.
Com essa nova visão, o candidato a alguma vaga deve trilhar os caminhos – e são vários – para a contratação. Mônica afirma que precisa ser considerada a realização de cursos de aperfeiçoamento profissional. “Há grande oferta de cursos”, observa a psicóloga, destacando que muitos são gratuitos. Ela acrescenta que a pessoa deve buscar qualificação, preferencialmente, em áreas que se identifica.
O curso serve de atalho ao mercado, pois diversos empregadores fazem recrutamentos nesses ambientes, enfatiza Mônica. Além disso, acrescenta a psicóloga, a pessoa tende a aumentar suas redes de contatos durante a realização dos cursos, o que encurta o caminho de volta ao mercado de trabalho.
A reportagem, de Osvaldo Júnior, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.