Diante da crise financeira da prefeitura de Campo Grande e que deve gerar demissões de servidores, tanto o sindicato que representa a categoria quanto vereador acreditam que a solução para o problema está na redução dos comissionados. Do limite de 51,3% que a administração pode gastar com a folha salarial, o montante já chegou a 49%.
Para o presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande (Sisem), Marcos Tabosa, apesar da crise anunciada pela prefeitura, a categoria irá lutar pelo reajuste dos servidores, que deve ser definido até o fim do mês.
“Nós não vamos engolir essa teoria do caos que tem sido pintada pela prefeitura. Nós vamos apresentar para a prefeitura propostas de organizar e economizar os gastos para que os servidores tenham um aumento digno”, disse o sindicalista.
Entre as propostas que serão novamente discutidas entre o sindicato e os secretários de Gilmar Olarte (PP) estão o corte de 40% dos 1.044 servidores comissionados e até a redução entre 15% a 20% na gratificação dos funcionários concursados.
“Nós não iremos só pedir, vamos propor a redução na gratificação para que possamos ter um aumento de no mínimo dois dígitos”, completou Tabosa.
VEREADOR
Para o vereador Chiquinho Telles (PSD), os cortes são inevitáveis em razão da crise que o país vive, no entanto, algumas áreas como a saúde e a educação precisam ser prioridade da prefeitura.
“É importante enxugar os cargos comissionados, mas espero que não demitam da área da saúde e educação. Se eu fosse o prefeito, passava a régua nos comissionados. Precisa rever onde é importante o investimento, e isso depende da inteligência da equipe”, completou Chiquinho.