O impacto da redução do ritmo de crescimento da economia é sentida mais profundamente pela construção civil. Em um ano, o número de demissões no setor superou em quase 10 mil o volume de contratações no mercado de Mato Grosso do Sul.
O saldo acumulado em 12 meses é de -9.699 empregos, o pior desempenho da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A construção contabiliza no Estado uma sequência ininterrupta de resultados negativos desde setembro de 2014.
“A construção civil é um setor estratégico na geração de empregos. Também é uma atividade que sente fortemente qualquer oscilação na economia”, comentou o economista Tiago Queiroz. Ele explica que, em um cenário de retração econômica, os empresários investem menos na expansão de seus negócios. Essa situação é agravada pela alta de juros – na quarta-feira (29), o Copom decidiu elevar a taxa básica de juros para 13,25%, a quinta alta consecutiva.
A reportagem, de Osvaldo Júnior, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.