O desaquecimento da economia resultou no enxugamento do quadro de pessoal das indústrias de Mato Grosso do Sul. Com ritmo das contratações abaixo ao das demissões, o setor industrial do Estado fechou 9.551 empregos formais nos últimos 12 meses encerrados em abril, o pior resultado histórico neste comparativo. A média é de 795 postos de trabalho extintos por mês. Com isso, a quantidade total de trabalhadores na indústria sul-mato-grossense recuou para o menor patamar em quatro anos. Os números, divulgados ontem pela Fiems, têm como base os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprtego (MTE).
De maio de 2014 a abril deste ano, as empresas do setor industrial de Mato Grosso do Sul contrataram 85.567 trabalhadores e demitiram 95.118, resultando no saldo negativo de 9.551 empregos. O segmento que mais colaborou para esse resultado foi o da indústria da construção civil, que encerrou os últimos 12 meses com resultado de -8.263 postos de trabalho.
Para o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o baixo desempenho da indústria está entre os reflexos do esfriamento da economia. “O empresário industrial tem menos estímulo para produzir quando imagina que sua produção pode não resultar em vendas”, afirma. Ele acrescenta que outros números da economia – como queda na projeção de crescimento do PIB, avanço do desemprego em outras atividades, recuo do poder de consumo, entre outras estatísticas – colaboram para o menor ritmo da produção industrial.
* A reportagem, de Osvaldo Júnior, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.