Em um mercado que cobra cada vez mais respeito às questões ambientais e exige profissionais para cuidar desse tipo de demanda em empresas, indústrias e organizações, técnicos em Meio Ambiente ainda são oportunidades de trabalho inexploradas no Estado, apesar da potencialidade de crescimento da carreira. Com apenas 14 registros de profissionais no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea–MS), a categoria corresponde a menos de 1% do total de 3.805 técnicos ativos credenciados pela entidade nos diferentes campos das engenharias.
Demanda por esse tipo de mão de obra não falta, assegura o professor da Anhanguera-Uniderp André Barros, que atua no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) há quase 15 anos. “Reunido com a responsável pela área ambiental de uma indústria internacional do segmento de papel, fui informado da grande dificuldade para preencher os dois processos de seleção abertos na empresa. Os cargos ofereciam até vantagens extras salariais”, revela.
Moradora de Terenos, Elenir Lopes da Costa, 26 anos e com uma filha, viu na formação profissional a oportunidade de “descobrir” a própria carreira. Ela já trabalhava há quatro anos como operadora de meio ambiente em um laticínio e quis aprofundar-se na área de conhecimento em que já atua. “Eu trabalho em uma estação de tratamento, faço análise de efluentes, controle de qualidade, começo e termino o procedimento a partir da água que sai do processo de produção até o líquido que desce para as lagoas de decantação. Gostei da área, até então não sabia o que queria”, contou.
* A reportagem de Daniella Arruda está da edição de hoje do jornal Correio do Estado.