Apesar das ofertas tentadoras, com descontos apregoados de até 70%, o consumidor campo-grandense preferiu aproveitar o primeiro dia da promoção Black Friday para gastar muita sola de sapato, pesquisar e comprar mesmo o absolutamente necessário.
Durante a manhã de ontem, foi intenso o entra-e-sai das lojas na região central, mas ainda eram poucos os consumidores carregados de sacolas, contrastando com a edição do ano passado.
Neste ano, a Black Friday vai até domingo — serão três dias de campanha — e para o varejo, a ação representa a penúltima oportunidade do ano para recuperar as vendas. Alguns produtos no entanto chegaram a sumir das prateleiras como um ferro a vapor que custava R$ 79,90 (da marca Britânia) e que foi vendido a R$ 9,90.
Em busca de um novo fogão para a casa, para substituir o atual que já tem 15 anos, a funcionária pública aposentada Marcela Cotrin, 56 anos, passou boa parte da manhã rodando o comércio, mas não ficou satisfeita com os preços. “Está um pelo outro. Já fui em seis lojas e o modelo quatro bocas está na média de R$ 399,00, R$ 389,00. Achei o mais barato por R$ 379,00 (variação de 5%) e com a taxa de entrega fica R$ 15,00; a única vantagem é que a loja promete entregar no outro dia e os outros em até uma semana”, contou. Mesmo assim, a consumidora ainda tinha a esperança de ainda ontem voltar para a casa com o produto desejado e preço mais compatível com a própria expectativa.
Encontrada pela reportagem pesquisando preços em uma loja de eletrodomésticos, a vendedora Ângela Maria Franco, de 37 anos, estava à procura de um guarda-roupa e um fogão, mas também achou difícil encontrar os produtos com “bom preço”. “O modelo de guarda-roupa que estou procurando, com pé, está praticamente do mesmo preço nas lojas, a diferença não chega a R$ 20,00. O mais caro está por R$ 899,00. O fogão também é a mesma coisa”, contou.
*A reportagem, de Daniella Arruda, está na edição de hoje do Jornal Correio do Estado.