A palavra “crise”, que ficou em desuso no País por algum tempo, voltou a ser ouvida, com frequência, há pelo menos um ano. Não é para menos: a retração econômica é atestada por várias estatísticas e projeções relativas a diversos segmentos.
Mas é possível crescer nesse ambiente economicamente adverso? As práticas adotadas e os resultados obtidos por empresários desta reportagem dão resposta positiva a essa pergunta.
Ambiente agradável, preço e criatividade
Quem vê o movimento no Velfarre Bar, em Campo Grande, antes mesmo de anoitecer, pode pensar em muita coisa, menos em crise. Os donos do estabelecimento, os irmãos Rodrigo, 34 anos, e Heriko Hata, 29, precisaram contratar uma pessoa apenas para receber os clientes e anotar seus nomes em uma lista de espera para ocupar as mesas. Em 2015, ano marcado por diversas estatísticas negativas na economia, os irmãos Hata contribuíram para amenizar o desaquecimento do mercado de trabalho, triplicando o número de funcionários.
Açougue cresce com ajuda de redes sociais
“Não comerei da alface a verde pétala nem da cenoura as hóstias desbotadas”, declama Vinícius de Moraes em famoso soneto. À semelhança do poeta carioca, os empresários Thiago Barros Ravagnany e Marcelo Monteiro Ikeda, donos do Karnes.com, em Campo Grande, brincam com a poesia ao declarar em página do Facebook, entre outros versos, o seguinte: “A quantidade não importa: alguns gramas do que é bom satisfazem muito mais do que toneladas da falta de sabor”.
(*) A reportagem completa, de Osvaldo Júnior, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado