É nove e meia de sexta-feira, um dia que aparentemente deveria ser de pouco movimento no térreo da Fundação Social do Trabalho (Funsat), destinado ao atendimento ao público na Avenida Eduardo Elias Zahran; no entanto o espaço reúne na manhã deste 13º dia de maio, um dia após a troca de governo presidencial no País, aproximadamente três dezenas de pessoas, em busca de oportunidade de trabalho.
Entre os trabalhadores que aguardam sua vez para serem chamados nos guichês, está Jucimauro Rodrigues da Silva, 41 anos.
Nascido em Ladário, mas criado na Capital, ele está sem emprego formal há nove meses e mais uma vez (não sabe dizer quantas já esteve no local) está de volta à instituição para conferir se foi aberta a tão esperada vaga de trabalho que procura — operador de empilhadeira, ocupação na qual atuou nos últimos sete anos, tem curso e experiência profissional.
A situação do trabalhador e sua busca por vagas cada vez mais escassas no mercado de trabalho em meio a uma economia extremamente recessiva e ainda sem sinais claros de recuperação, ilustra um levantamento estatístico fornecido pela Funsat com exclusividade para o Jornal Correio do Estado.
De janeiro a abril deste ano, o número de vagas oferecidas pela fundação por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Campo Grande diminuiu 23,6%.
*Leia reportagem, de Daniella Arruda, na edição de hoje (15) do jornal Correio do Estado.