Além de desaquecer a atividade produtiva, eliminar empregos e fazer encolher o poder de compra das famílias, a crise econômica também vem repercutindo fortemente sobre as relações de consumo da população campo-grandense com fornecedores e prestadores de serviços e produtos. Somente nos primeiros seis meses deste ano, serviços essenciais, que englobam energia elétrica, água e esgoto e telefonia celular, entre outros, corresponderam a 40,9% da demanda atendida pelo Procon na Capital, somando 6.550 dos 15.987 atendimentos do período.
De acordo com a instituição, as reclamações do consumidor mantêm trajetória de alta em Campo Grande e devem fechar o ano com aumento de 1,24% em relação a 2015, somando 33.372 atendimentos, frente às 33.316 queixas registradas no ano passado. O incremento é maior que o verificado entre 2014 (quando foram contabilizados 33.203 atendimentos) e 2015, de 0,34%.
Por segmento, a telefonia celular figura em primeiro lugar no ranking de reclamações. Foram ao todo 2.739 queixas protocoladas relacionadas a este tipo de serviço, o equivalente a 17,1% do total de atendimentos do semestre. Também bastante demandado no período, o serviço de energia elétrica somou 1.555 registros, ou 9,7% do total de atendimentos. Em terceiro lugar aparece a TV por assinatura, com 1.457 reclamações (9,1% do total), seguido dos serviços de água e esgoto, com 1.413 atendimentos (8,8%). Fecha a lista dos “cinco mais” o cartão de crédito, com 934 reclamações (5,8% dos registros).
De acordo com a superintendente do Procon, Rosimeire Cecília da Costa, com exceção da telefonia celular — em que as reclamações referem-se em sua maioria à qualidade na prestação de serviços e publicidade —, nos demais serviços essenciais os números de atendimento sempre vão ser altos, por serem prestados por uma única concessionária cada um. “A gente recomenda que o consumidor, não sendo atendido pelas concessionárias, recorra ao Procon”, enfatizou.
*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.