Segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad), o Brasil fechou o primeiro trimestre do ano com taxa de desemprego de 13,1%, a mais obtida desde maio de 2017.
Os dados foram divulgados no dia 27 de abril e o número de trabalhadores formais também recuou e foi ao menor nível em seis anos, ao mesmo tempo em que a renda também perdeu força. Com isso, o desemprego do primeiro trimestre é o mais elevado desde o período encerrado em maio passado, de 13,3 por cento, e ficou acima da expectativa estimada por especialitas, de 12,9 %.
“O Brasil continua em crise econômica, com crise política e novidades a cada dia. Essa configuração gera instabilidade no mercado de trabalho, que não está tendo força suficiente para efetivar no primeiro trimestre a entrada desses temporários (de final de ano)”, explicou o coordenador do IBGE, Cimar Azeredo.
EVOLUÇÃO
No primeiro trimestre, o país tinha 13,689 milhões de desempregados, ante 13,121 milhões nos três meses até fevereiro e 12,311 milhões no quarto trimestre de 2017, alta 11,2 por cento.
Já o contingente de pessoas ocupadas no período era de 90,581 milhões, de 91,091 milhões no trimestre até fevereiro e queda de 1,7 por cento sobre o quarto trimestre, quando eram 92,108 milhões.
Ao mesmo tempo, o contingente de empregados com carteira assinada atingiu no primeiro trimestre o menor patamar da série iniciada em 2012, com 32,913 milhões de pessoas, queda de 1,2 por cento no primeiro trimestre sobre o quarto e de 1,5 por cento sobre o mesmo período do ano passado.
O rendimento médio do trabalhador, ainda segundo a Pnad Contínua, foi de 2.169 reais nos três meses até março, sobre 2.173 reais no quarto trimestre.