Cinco dias após entrar em vigor medida provisória do governo federal que leva desconto de R$ 0,46 por litro do diesel às bombas, preço médio do combustível já está mais barato para o motorista em Campo Grande, porém, chegou em menor proporção que o esperado pelo consumidor.
Pesquisa realizada pelo Correio do Estado em 20 estabelecimentos da Capital constatou que a redução, na prática, foi de 7 centavos, considerando os valores comercializados ontem e os preços apurados na sexta-feira (1º), após o encerramento do protesto dos caminhoneiros no País e a publicação da MP pelo governo.
Conforme o levantamento da reportagem, o preço médio do diesel comum está em R$ 3,86, diante de R$ 3,93 na sexta-feira (1º). A retração corresponde a apenas 1,78% e o preço máximo encontrado foi de R$ 4,02, enquanto o mínimo foi R$ 3,56, representando uma variação de 12,92%.
Se comparado com o último levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), correspondente à semana encerrada em 26 de maio, o óleo diesel comercializado em Campo Grande ainda está 2,39% mais caro. Dez dias atrás – ainda durante a paralisação dos caminhoneiros, quando o consumidor se deparou com disparada de preços, em função do desabastecimento dos postos –, o litro do combustível custava, em média, R$ 3,77 na Capital, conforme os valores cotados pela ANP.
Mais combustíveis
Ainda de acordo com a pesquisa da reportagem, o preço médio da gasolina ficou em R$ 4,30, diante de R$ 4,29 no levantamento anterior e R$ 4,14 nos últimos dados coletados pela ANP, apresentando altas respectivas de 0,22% e 3,86%.
A variação de preços da gasolina está em 7,42% neste início de semana na Capital, com o preço mínimo em R$ 4,18 e o máximo em R$ 4,49.
Do etanol, o preço médio apurado ficou em R$ 3,26, apresentando elevação de 0,31% em relação à pesquisa de cinco dias atrás (R$ 3,25). Já em relação ao levantamento de preços da ANP, foi registrada queda de 4,31% no preço (R$ 3,41).
Considerando os valores apurados ontem, o preço por litro do derivado de cana apresentou variação de até 6,27% nos postos campo-grandenses – o preço mínimo foi de R$ 3,19 e o máximo de R$ 3,39.
Espera
Procurado pelo Correio do Estado para se manifestar sobre o porquê da queda de preços no diesel não ser mais significativa, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS) não quis se pronunciar sobre o assunto.
O setor integra o grupo de trabalho formado na semana passada pela equipe do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), com a finalidade de fiscalizar a queda para o consumidor final do preço do diesel, após a redução de 17% para 12% da alíquota do ICMS do diesel. O projeto de lei que institui a mudança tributária deve ser entregue pessoalmente pelo governador hoje, na Assembleia Legislativa, com pedido para que a proposta seja votada em regime de urgência.
Abastecimento
A situação de abastecimento progressivamente caminha para a normalidade em Campo Grande, mesmo assim postos da Capital ainda convivem com a falta de, pelo menos, um tipo de combustível para o consumidor, inclusive na região central, conforme constatado pela reportagem.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Leonardo Gadotti Filho, até terça-feira (29), as principais distribuidoras do País trabalhavam com prazo de uma semana para que os carregamentos de combustíveis fossem regularizados nos postos. O representante das distribuidoras também argumentou que o motivo do prazo é o tempo para levar o combustível aos cerca de 42 mil postos de todo o País. Já o Sinpetro espera que até sexta-feira o abastecimento esteja regularizado no Estado.