Campo Grande registrou deflação pelo segundo mês seguido e fechou com índice de -0,18% em agosto, frente a -0,37% registrados em julho, informou nesta quinta-feira (06) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa foi a sexta menor dentre as 13 regiões pesquisadas, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No ano, a inflação está acumulada em 2,03% na Capital sul-mato-grossense, enquanto nos últimos 12 meses, o indicador ficou em 3,36%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados no mês, seis tiveram retração, sendo as mais significativas nos setores de transportes (-0,92%) e alimentação e bebidas (-0,40%). No grupo de transportes, o principal impacto veio do item combustíveis veiculares, que registrou queda de 2,36% no período em Campo Grande. Já no grupo alimentação, quedas de preço nos grupos de tubérculos, raízes e legumes (-8,62%), hortaliças e verduras (-2,48%) e carnes (-1,14%) foram responsáveis pelo recuo do mês neste setor.
Também apresentaram quedas os grupos habitação (-0,37%) — neste setor, destacou o IBGE, o item energia elétrica registrou deflação de -0,28% na Capital de MS, em razão de redução na alíquota do PIS/Cofins —; vestuário (-0,27%), artigos de residência (-0,09%) e comunicação (-0,03%).
Tiveram altas os grupos saúde e cuidados pessoais (0,79%), despesas pessoais (0,56%) e educação (0,36%).
Nacional
No País, o IPCA de agosto variou - 0,09%, abaixo do resultado de julho (0,33%). Foi a menor taxa para o mês desde 1998, quando o indicador apresentou queda de 0,51%. Apesar da deflação em agosto, no acumulado do ano, o índice avança 2,85%, acima dos 1,62% registrado no mesmo período em 2017. Para o período de 12 meses, o IPCA tem alta de 4,19%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados no mês, o setor de alimentos e bebidas e o de transportes foram os que tiveram retração, em 0,34% e 1,22%, respectivamente.
O impacto negativo do setor dos transportes foi o mais importante para o índice no mês. O destaque dessa variação negativa vem do grupo das passagens aéreas, que após alta de 44,51% em julho, teve uma queda de 26,12% em agosto.
Já o setor de alimentação, apresenta o segundo mês consecutivo de deflação. Dos itens consumidos pela família, o maior recuo em agosto veio da cebola, com retração de 22,9%, seguida pela batata inglesa, com queda de 11,89%.
Quanto aos índices regionais, o maior ficou com o município de Goiânia (0,30%) em virtude da alta de 4,24% na energia elétrica, decorrente do aumento de 49,29% na alíquota de PIS/Cofins, além da variação de 2,13% nos remédios. O menor índice (-0,72%) ficou com Brasília, onde sobressaíram as quedas na passagem aérea (-24,79%) e na gasolina (-3,11%).
(Com informações Folhapress)