Mato Grosso do Sul fechou o mês de agosto com o melhor resultado das exportações do período nos últimos quatro anos. Os dados da pesquisa do Radar Industrial da Fiems (Federação da Indústria e Comércio de Mato Grosso do Sul) apontam crescimento de 24% nos primeiros oito meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, aumentando de US$ 1,90 bilhão para US$ 2,35 bilhões.
Se considerarmos apenas agosto deste ano comparado com agosto do ano passado, o aumento nas exportações de industrializados foi de 9%, saltando de US$ 289,7 milhões para US$ 316,5 milhões. “Em relação ao volume, no ano, tivemos aumento de 8% e, quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 70% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano a participação ficou em 59%”, disse o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.
Ele explica que, de janeiro a agosto, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Açúcar e Etanol” e “Couros e Peles”. “A produção desses grupos somadas representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior”, informou.
Celulose e carnes
No grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado foi de US$ 1,27 bilhão, crescimento de 100% nos oito meses de 2018 comparado com a somatória de janeiro a agosto de 2017, dos quais 105% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 1,24 bilhão), tendo como principais compradores China, com US$ 690,9 milhões, Itália, com US$ 143,3 milhões, Holanda, com US$ 104,1 milhões, Estados Unidos, com US$ 81,8 milhões, e Coreia do Sul, com US$ 35,7 milhões.
Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida na soma de janeiro a agosto deste ano foi de US$ 565 milhões, uma redução de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 36,5% do total alcançado são oriundos das carnes bovinas desossadas congeladas, que totalizaram US$ 206,3 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 124,4 milhões, Chile, com US$ 95 milhões, China, com US$ 37,8 milhões, Arábia Saudita, com US$ 37,4 milhões, e Irã, com US$ 35,8 milhões.
Outros grupos
O grupo “Extrativo Mineral” aparece em terceiro com melhor desempenho, tendo uma receita de US$ 166,7 milhões no período analisado, aumento de 25% comparado com a somatória de janeiro a agosto do ano passado, sendo que 79,9% desse montante foi alcançado pelos minérios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 102,3 milhões, tendo como principais compradores Argentina, com US$ 97,6 milhões, e Uruguai, com US$ 64,5 milhões.
Para o grupo “Óleos Vegetais”, a receita alcançou US$ 150,9 milhões nos oito primeiros meses deste ano, um crescimento de 90% na comparação com o mesmo período do ano passado, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 104,6 milhões, tendo como principais compradores Tailândia, com US$ 46,2 milhões, Indonésia, como US$ 23,9 milhões, Vietnã, com US$ 21,8 milhões, Coreia do Sul, com US$ 16,5 milhões, e Holanda, com US$ 9,6 milhões.
(*) Com assessoria