Setor privado de Mato Grosso do Sul demonstrou interesse na compra de vacinas contra o coronavírus.
Na manhã desta sexta-feira (23), durante lançamento do movimento "Unidos pela Vacina", o representante do Sistema Fiems, Sergio Longen disse que os empresários do Estado têm manifestado intenção de compra para os imunizantes contra o coronavírus.
"Nós esperamos que o setor privado tenha a oportunidade de contribuir na compra das vacinas. Se tivermos a aprovação do governo federal, com certeza a intenção é essa".
O presidente da Energisa, Marcelo Vinhais defendeu que mais importante que conseguir o aval do governo, é conseguir encontrar os imunizantes disponíveis para venda.
"Um grande desafio que a gente está encontrando é achar vacinas no exterior. Então o maior desafio é achar a vacina, às vezes o aval é a coisa mais fácil de se conseguir depois disso".
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A Câmara dos Deputados concluiu no dia 7 de abril a votação do projeto que permite à iniciativa privada comprar vacinas para a imunização de empregados, desde que seja doada a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta foi enviada para análise do Senado.
Segundo o texto, os empresários poderão comprar vacinas que ainda não tiveram aval da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde que autorizadas por agências reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa aquisição pode ser feita diretamente pelas empresas ou por meio de consórcio.
A medida autoriza que trabalhadores prestadores de serviço também sejam beneficiados com a vacinação, inclusive estagiários, autônomos e empregados de empresas de trabalho temporário ou de terceirizadas. O texto prevê que a vacinação dos empregados deve seguir os critérios de prioridade estabelecidos no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
O projeto libera empresas a contratarem estabelecimentos de saúde que tenham autorização para importar e dispensar as vacinas, como hospitais, laboratórios ou farmácias, para intermediar a compra do imunizante.
Compras governamentais
Em reunião virtual na tarde de ontem (22), o Fundo Soberano Russo (RDIF) permitiu a compra da vacina russa Sputinik-V pelo Consórcio Brasil Central, o qual Mato Grosso do Sul faz parte. Contudo, a finalização da compra ainda depende do registro da Anvisa.
As unidades federativas concordaram em repassar todas as vacinas ao Plano Nacional de Imunização (PNI), como orientado pelo Ministério da Saúde, desde que haja aumento proporcional das cotas que lhe cabem das vacinas e sejam remunerados fundo a fundo.
Mato Grosso do Sul é o segundo Estado que mais vacinou no Brasil, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul.
Possui 15,84% de sua população vacinada e 6,35% de seus cidadãos imunizados. De acordo com o vacinômetro, o Estado já aplicou 640 mil doses.