No mercado de câmbio, o dólar mergulhou 1,22%, a R$ 4,6090, mantendo-se em patamar anterior ao do início da pandemia de Covid-19, em março de 2020. Na semana passada, a divisa encerrou o primeiro trimestre de 2022 com um tombo de quase 15%, o maior recuo trimestral desde junho de 2009.
Com uma taxa básica de juros de 11,75% ao ano, cuja escalada deve alcançar 12,75%, o Brasil faz com que sua moeda garanta um dos melhores retornos para investimentos em renda fixa, como é o caso dos títulos do Tesouro.
Alguns analistas avaliam que esse é um movimento temporário, que vai durar somente até que os Estados Unidos passem a oferecer juros suficientemente satisfatórios aos olhos dos investidores. Outros consideram que há fundamentos para uma taxa de câmbio em torno dos R$ 4,50.
A alta da Bolsa e a queda do dólar nos últimos meses são majoritariamente atribuídas ao crescimento do interesse de investidores estrangeiros pelo Brasil. Mas um erro da B3, a Bolsa de Valores do Brasil, provocou questionamentos sobre o tamanho do apetite do exterior pelos ativos negociados no mercado de renda variável brasileiro.
Na última sexta, a B3 anunciou uma revisão que derrubou em R$ 27 bilhões o saldo acumulado de capital estrangeiro entrante no mercado acionário do país em 2022. Com isso, o acumulado deste ano caiu de R$ 91 bilhões para R$ 64 bilhões, aproximadamente. O erro gerou uma série de reações nas redes sociais.
A maior parte das publicações critica a falha da B3 em relação à transparência dos números, apontando a falta de confiança nas próximas divulgações da empresa, bem como a indução ao erro por parte de pequenos investidores.