Economia

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Cesta básica cai pelo segundo mês seguido em Campo Grande

Cidade Morena ocupa a sexta colocação no ranking dos maiores valores entre as 27 capitais pesquisadas no balanço da Conab e Dieese

Análise mensal da cesta básica de alimento, feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra queda (-0,49%) registrada por Campo Grande em agosto. No mês anterior, o custo havia recuado 4,73%. 

Com um custo de R$ 805,13, apesar do resultado aparentemente positivo com relação ao índice de julho, se comparado com agosto de 2025 há uma elevação de 4,73%, além de uma alta acumulada de 3,77% neste 2026. 

Com esses valores, Campo Grande ocupa a sexta colocação no ranking dos maiores valores entre as capitais, atrás apenas de regiões como São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre. 

Essa pesquisa trata-se de fruto da ampliação da coleta de preços dos alimentos, de 17 para 27 capitais através da parceria entre Conab e Dieese, firmada em 2024 e com primeiros dados divulgados a partir de agosto de 2025. 

No último mês houve redução no valor do conjunto de alimentos básicos em 27 das 27 capitais, com elevações registradas apenas em Maceió (1,43%) e São Luís (0,78%) em agosto. 

Ou seja, também apesar do resultado aparentemente positivo, Campo Grande está longe das quedas mais acentuadas registradas entre capitais, como no caso, por exemplo, de: 

  1. Rio Branco (-4,68%),
  2. Manaus (-4,55%),
  3. Boa Vista (-4,47%),
  4. Aracaju (-3,89%),
  5. Cuiabá (-3,37%),
  6. Salvador (-3,30%),
  7. Porto Velho (-2,93%),
  8. Recife (-2,62%),
  9. Goiânia (-2,51%) e
  10. Belém (-2,07%).

"Heróis e vilões" da cesta básica 

Nacionalmente, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas foi de 98 horas e 37 minutos, abaixo das mais de cem horas registradas em julho deste ano. 

E conforme o balanço divulgado pela Conab e Dieese, em agosto, o trabalhador campo-grandense remunerado com um salário mínimo de R$1.621,00 precisou trabalhar 109 horas e 16 minutos para receber o suficiente para pagar a cesta básica.

E nesse sentido, como é de costume, alguns alimentos tornaram-se os vilões da cesta básica enquanto outros "caíram nas graças" e tornaram-se queridinhos do consumidor pelo preço mais em conta. 

Pelo menos cinco produtos dos 13 que compõem a cesta básica ficaram mais baratos no último mês, como destaque para: 

  • Tomate (-27,09%),
  • batata (-20,10%), 
  • feijão carioca (-5,09%), 
  • café em pó (-1,63%)

Porém, se por um lado o campo-grandense viu até o pãozinho francês ter uma leve redução nos preços médios (-0,44%), do outro ficou um pouco mais pesado no bolso para comprar açúcar cristal (1,06%); manteiga (1,08%) e até na farinha de trigo (1,40%). 

Entre os "vilões" da cesta básica em agosto ainda cabe destacar o aumento nos preços da: 

  • banana (9,03%),
  • leite integral (7,42%),
  • carne bovina de primeira (4,81%),
  • arroz agulhinha (3,46%),
  • óleo de soja (1,43%)

No comparativo de 12 meses, quase metade dos itens da cesta básica acabaram com o custo mais alto, elevação essa visualizada em seis dos 13 produtos. Nesse contexto, a batata ficou 39,42% mais cara em um ano, sendo 31,04% no caso do feijão carioca e pouco mais de dez por cento no preço da carne bovina de primeira. 

Por outro lado, desde agosto do ano passado, por exemplo, ficou mais barato comprar: 

  1. açúcar cristal (-28,75%),
  2. café em pó (-18,23%), 
  3. arroz agulhinha (-9,50%),
  4. tomate (-9,05%)

Em um raio-x deste ano, no intervalo de 2026 até então há altas acumuladas no preço do feijão carioca (32,01%), batata (17,89%), tomate (16,86%), carne bovina de primeira (6,85%), leite integral (5,74%) arroz agulhinha (4,75%) e pão francês (0,78%).

Ainda assim, neste 2026, há quedas registrados nos preços do: açúcar cristal (-19,94%), café em pó (-17,87%), óleo de soja (-11,96%), farinha de trigo (-6,05%), banana (-5,81%) e manteiga (-3,35%).

Quanto à renda do campo-grandense, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, foi necessário comprometer mais da metade do salário (53,70%) para adquirir a cesta básica em agosto. 

No mês imediatamente anterior o percentual bateu 53,96% da renda líquida, enquanto que, em agosto de 2025, correspondeu a 54,75% do recebido pelo proletariado. 

 

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