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MERCADO FINANCEIRO

Ações da Apple valorizam 13.602% em pouco mais de 20 anos

Especialista em finanças e investimentos ajuda a responder a pergunta.
13/06/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr


Em uma das cenas do premiado longa Forest Gump, o protagonista vivido por Tom Hanks resolve investir no mercado financeiro e compra nada mais, nada menos, que ações da Apple. Pela época em que o filme é rodado, a companhia ainda dava seus primeiros passos e ninguém (além de Gump) sonhava que ela seria a gigante na área de tecnologia. E se você tivesse a mesma ideia e comprasse ações da empresa, quanto elas valeriam hoje?

Para começar, algumas informações importantes. A companhia abriu seu capital em dezembro de 1980. Na época, cada fatia custava em torno de U$ 22, o que hoje vale R$ 110.

O especialista em finanças e investimentos Trajano Ellera Gomes explica que normalmente ninguém compra apenas uma ação, já que elas são vendidas em “lotes padrão” de cem cada. Isso quer dizer que um investidor, há 40 anos, desembolsaria U$ 2.200, ou cerca de R$ 11 mil para fazer parte do quadro de acionistas.

“A Apple fez alguns desdobramentos ao longo do tempo. O que é isso? Se uma ação fica monetariamente muito cara, para eu começar a investir nela eu preciso de muito dinheiro. Então uma empresa faz um desdobramento quando ela quer deixar o valor unitário mais barato para ter mais pessoas comprando e vendendo. Então se a pessoa tinha dez ações, ela passa a ter mil ações”, explica o especialista.

 
 

Foram vários splits (termo técnico para esse procedimento) realizados ao longo da história, pelo menos cinco. Alguns deles multiplicaram o volume de fatias por dois e outro por sete. Isso equivale dizer que a mesma pessoa que começou a história com cem, hoje teria 5,6 mil partes da Apple, que poderiam ser vendidas na cifra dos milhões de dólares.

Trajano Gomes afirma que esse montante ainda está longe de representar o quanto um acionista da empresa lucraria com o negócio. Isso porque quem atua no mercado financeiro não ganha dinheiro apenas comprando e vendendo partes de empresas, mas também com os dividendos, que são porções dos lucros repartidas entre todos os acionistas. 

“Em relação ao preço, as ações estariam valendo em torno disso, mas a distribuição dos lucros também agrega. Se tenho 1% da empresa e o resultado for U$ 100 mil, eu teria direito a U$ 1 mil, então é outra coisa que as ações geram de retornos financeiros”, diz Trajano.

O especialista afirma que como a Apple é uma das empresas mais valorizadas no mundo, fazer essa análise é interessante e mostra como vale a pena investir em ações, para quem tem dinheiro disponível e quer fazê-lo render, considerando, obviamente, os riscos que essa atividade traz.

Uma reportagem publicada há um ano pelo site The Next Web ajuda a ter dimensão disso. Se ao invés de ter comprado o primeiro iPhone, lançado em 2007 por U$ 499, o amante de tecnologia tivesse investido esse dinheiro com as ações da fabricante, ele teria cerca de U$ 5.700, sem considerar os ganhos com dividendos, o que dá R$ 28,5 mil. 

Quem em 1998 optasse em aplicar os U$ 1.299 cobrados pelo primeiro iMac da mesma forma, hoje somaria a bagatela de U$ 178 mil. 

 

Felpuda


Nos bastidores, conversas, ou melhor, quase sussurros, dão conta de que compromisso assumido teria prazo de validade se acontecer a vitória de aliado.

A partir de então, o papo passaria a ser bem, mas bem diferente mesmo, pois, com acordo cumprido, novos objetivos passariam a ser fonte dos desejos, e sem nenhuma moeda de troca.

No caso, não haveria mais sequer um fio de bigode. Tipo, cada um na sua.