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VIAGENS

Aeroporto da Capital tem pior volume de passageiros em 8 anos

Cidade ficou sem voos diários, mas companhias retomam rotas na segunda quinzena do mês
10/06/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr


O Aeroporto de Campo Grande registrou o pior movimento de passageiros e aeronaves dos últimos oito anos no acumulado de janeiro a maio, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O motivo é a pandemia da Covid-19, que forçou o cancelamento das viagens e deixou a cidade sem voos diários desde março.

As companhias aéreas pretendem retomar parte das frequências envolvendo a Capital a partir da segunda quinzena de junho.

Dados da Associação Brasileira das Agências de Viagens em Mato Grosso do Sul (Abav) mostram que o município já está com conexões diretas para Congonhas (SP) todos os dias da semana pela Latam desde 1º de junho, com rotas ida e volta duas vezes ao dia.  Voos para Brasília pela mesma companhia aérea têm sido operados também desde o começo do mês, mas somente de domingo a sexta-feira. A empresa também tem à venda opções para Guarulhos apenas nos dias úteis. 

Já a Passaredo tem feito a ligação com Três Lagoas também desde 1º de junho de segunda a sábado.

A Gol, conforme a Abav, manteve apenas uma rota: Guarulhos, partindo e chegando às segundas, quartas e sextas-feiras. 

Já a partir do dia 15 de junho, a Azul vai ativar a rota Campo Grande-Curitiba de domingo a sexta-feira e a partir do dia 25, passa a operar o voo para Confins (MG) de segunda a sábado no trajeto de ida e em todos os dias da semana na volta. A companhia tem mantido as frequências para Viracopos, hub da aérea no país.

Todos esses trajetos estão disponíveis, mas só vão se confirmar se houverem passageiros para embarcar, então estão sujeitos a alterações.

“Cada companhia foi se adaptando, mexendo nas suas rotas nesse período de abril, maio e junho, em que estamos tendo a retomada de alguns voos. Ninguém estava se movimentando. Com voos vazios elas não tinham como manter os voos”, disse a vice-presidente da Associação, Cristina Albuquerque.

 
 

ESTATÍSTICAS

Segundo a Infraero, apenas 291 aeronaves pousaram ou decolaram na cidade em abril. No mesmo mês do ano passado, o movimento foi de 1.448 voos. No acumulado desde janeiro, são 3.886 rotas, enquanto em 2019 haviam sido 5.953.

Nos quatro primeiros meses, partiram ou chegaram na cidade pelo aeroporto 323.068 passageiros. No acumulado do ano passado, as estatísticas apontavam 527.608 pessoas, lembrando que a Infraero soma tanto os voos comerciais quanto particulares.

Somente em abril foram 6.913 pessoas embarcadas ou desembarcadas no terminal, número bem aquém do registrado em 2019, quando o trânsito de pessoas havia sido 124.263 viajantes.

Embora tenha sido prejudicado pela pandemia, o volume de cargas no aeroporto não sofreu tanto com a pandemia. Em abril chegaram ou deixaram a cidade pelo ar 13.692 quilos de encomendas, número bem aquém aos mais de 252.380 mil quilos em março. Contudo, embora menor que 2019, o acumulado não foi o pior na série histórica, totalizando 815.488 quilos de produtos enviados ou retirados dos porões as aeronaves na Capital. 

O QUE ESPERAR?

Para o economista Márcio Coutinho ainda é cedo para falar em valores das passagens aéreas, até porque a Covid-19 ainda está afetando seriamente a vida dos brasileiros.

“O preço de qualquer produto é determinado pelo mercado. Eu entendo que as empresas vão tentar atrair seus clientes, elas precisam vender e uma forma de atrai-los é reduzir preços, dar um atrativo para que essas pessoas voltem a andar de avião”, pontua.

Contudo, imaginando um cenário em que uma grande quantidade de pessoas procure o serviço das companhias aéreas, a situação muda e as viagens ficarão mais caras.

Cristina afirma que da parte dos pacotes, poucos cancelamentos e muitas remarcações. Contudo, os consumidores terão um ano para escolher novas datas para viajar, então o volume de turistas acumulado vai ser escoado até 2021.

 
 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!