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SALDO POSITIVO

Em meio à crise, agronegócio cresce em MS

Demandas por grãos, carnes e celulose seguem firmes
15/05/2020 09:30 - Súzan Benites


Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), muitos segmentos da economia têm contabilizado números negativos, como é o caso do comércio, que já calcula queda de faturamento e demissões. Na contramão, o agronegócio registra saldo positivo tanto na produção quanto nas exportações em Mato Grosso do Sul e já projeta crescimento pós-pandemia.

Dados do Ministério da Economia apontam que, de janeiro a abril, o Estado registrou superavit de US$ 979,297 milhões na balança comercial, contra US$ 954,952 milhões em 2019, aumento de 2,5%. O desempenho foi impulsionado pelos principais produtos enviados ao exterior, como a celulose, a soja em grão, a carne bovina e a carne de aves.

O Valor Bruto da Produção (VBP), estimativa do Ministério da Agricultura que soma a produção das lavouras e da pecuária, prevê crescimento de 14,77%.  

Em 2019, a soma da produção do Estado foi de R$ 35,071 bilhões e neste ano está estimada em R$ 40,251 bilhões.

O incremento nas lavouras será de 16,34%, passando de R$ 22,205 bilhões no ano passado para R$ 25,846 em 2020. Na pecuária estadual, o Valor Bruto da Produção sairá de R$ 12,805 bilhões para R$ 14,405 bilhões no mesmo período, crescimento estimado de 11,97%.

Além disso, a produção estadual registra pontos positivos, como a safra recorde de soja, o aumento da demanda por suínos e aves e a crescente importância da celulose na atração de novos investimentos. Com isso, as expectativas do setor produtivo apontam crescimento em 2020.

CELULOSE

A celulose segue em primeiro lugar na pauta de exportações, representando 33,99% do total exportado pelo Estado (US$ 588,559 milhões). De acordo com o segundo vice-presidente da Associação Sul-mato-grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore-MS), Júnior Ramires, as expectativas no setor florestal são positivas, principalmente em relação à produção de celulose.  

“Trabalhamos com o longo prazo, porque uma floresta plantada hoje é produto para daqui sete anos. Nesses cenários que impactam pontualmente o momento, a gente tem que olhar um pouco mais para frente. Continuamos positivos olhando lá para frente, precisamos ver como os outros setores vão sair da crise. Ainda temos uma perspectiva de crescimento para o nosso Estado, não no plantio de florestas, mas na produção de celulose para o médio prazo. Temos espaço para crescer e atrair mais investimentos para o setor”, destacou.

Sobre os impactos do coronavírus no setor florestal, o vice-presidente diz que ainda não há como dimensioná-los. “Temos uma grande demanda pelo papel, mas, por outro lado, há uma forte queda na demanda do setor siderúrgico, que também faz parte da cadeia, já que usa o carvão vegetal. A cadeia florestal participa de várias outras cadeias que não sabemos onde vão chegar”, explicou Ramires.

GRÃOS

Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta crescimento na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Mato Grosso do Sul. São estimadas 19,8 milhões de toneladas produzidas pelo Estado, 4,4% acima da safra de 2019, quando foram colhidas 18,9 milhões de toneladas.

Com produção recorde de 11,3 milhões de toneladas, a soja alcança valorização nos mercados externo e interno.

A commodity é o segundo produto da pauta das exportações do Estado e representou 30,29% da pauta, ou US$ 524,368 milhões no primeiro quadrimestre de 2020.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MS), André Dobashi, o setor produtivo não parou durante a pandemia.  

“A retomada já está ocorrendo, pois, o setor rural não parou sua produção neste período de quarentena, isto é, toda a parte do pré-plantio e do pós-plantio está em funcionamento e contribui para diversos setores continuarem em andamento. Acreditamos que estamos em pleno vapor”, destacou.  

A economista da Aprosoja, Renata Ferreira da Silva, diz que em abril 104 mil toneladas a mais de soja foram exportadas, aumento de 38% em relação a abril de 2019.  

“MS costuma apresentar menores taxas de exportação nos meses seguintes a março, que não demonstram um mercado em crise, mas uma tendência já conhecida em virtude de fatores externos, como o clima e o início da safrinha. Neste ano, nos deparamos com uma elevação nas exportações em abril. O que demonstra um setor em plena atividade e com perspectivas positivas de atender o mercado interno e externo”, analisou.

A produção da safra 2019/2020 de milho ainda não tem estimativas em relação à produtividade, já que as lavouras estão em desenvolvimento. “A safrinha contou com um período de 20 dias de estiagem, porém, acredita-se em uma boa produtividade, apesar de não contar com excelência. Se tivermos mais um período chuvoso, teremos uma boa colheita”, reforçou Renata.

 
 

Produção de carnes também está em pleno crescimento 

A produção de carnes também está em pleno crescimento em Mato Grosso do Sul, apesar da crise provocada pela pandemia. O crescimento é registrado tanto nas exportações quanto no consumo interno das proteínas animais.

A carne de bovinos chegou a US$ 235,582 milhões nos quatro primeiros meses do ano, representando 13,61% das exportações, 1,5% maior que o valor comercializado em 2019.  

Outro destaque na balança comercial foi o aumento de 35,47% nas carnes de aves, chegando a US$ 85,862 milhões exportados de janeiro a abril.  

Segundo o gerente-técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), José Pádua, os números positivos reforçam o bom desempenho do setor.  

Ele ressalta que, além do aumento das exportações, as carnes tiveram aumento da demanda interna.

“Temos uma maior demanda de proteína animal, principalmente, suínos e aves. O brasileiro, de um modo geral, migra para essas proteínas em período de crise, aumentando a demanda interna. No caso dos bovinos, a demanda externa continua firme, apesar do consumo menor no País, por isso não há uma queda”, explicou Pádua.

 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...