Economia
LOGÍSTICA

Ano terminará com sobrecarga e deficit nas condições da BR-262

Com a subutilização do Rio Paraguai em decorrência da baixa navegabilidade, em Corumbá faltam mais de R$ 18 bilhões em investimentos para viabilizar modais

Rodolfo César

02/12/2021 08:00

A sobrecarga na rodovia, principalmente na BR-262, por conta da falta de opções multimodais para transporte de cargas a partir da fronteira do Brasil com a Bolívia, vai permanecer pelo menos neste mês e em janeiro. 

O único recurso que contribui para reduzir o fluxo de caminhões é a utilização da hidrovia, no Rio Paraguai, porém, o nível da calha ainda não atingiu patamar comercial viável.

Com a chegada do fim do ano, o fluxo de carros, aliado aos dos caminhões, aumenta na região de Corumbá com destino a Campo Grande. 

Isso ocorre por conta do período de férias, festas de fim de ano e maior trânsito de pessoas saindo de Corumbá, Miranda, Aquidauana e Anastácio sentido à Capital.

Conforme apurado com empresas do setor de transporte rodoviário, há uma previsão de aumento de trânsito de caminhões ao menos nas próximas duas semanas, por conta do carregamento de combustível que virá do porto de Paranaguá (PR) para a Bolívia. 

Essa carga deve acrescentar mais de uma centena de veículos pesados ao fluxo diário de cerca de 600 caminhões que transitam na BR-262, voltados principalmente para o transporte de minério.

As mineradoras que atuam na região de Corumbá, bem como outras empresas que fazem o transporte de produtos para importação e exportação na fronteira, estão monitorando a calha do Rio Paraguai. 

Porém, o aumento do nível desde a última semana de novembro ainda não garantiu a volta do transporte fluvial.

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