Economia

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Apesar da mecanização, cana emprega mais no País

Apesar da mecanização, cana emprega mais no País

Redação

28/03/2010 - 00h46
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Ao mesmo tempo que emprega mais máquinas, a indústria canavieira também está empregando mais gente. Mesmo com o aumento da mecanização, que já chegou a 50% das lavouras, o número de trabalhadores rurais vinculados ao setor sucroalcooleiro cresceu 39% no período 2003-2008, segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A expectativa era de que a mecanização produzisse demissões em massa, já que cada colheitadeira substitui o trabalho de 80 cortadores. Mas isso ainda não ocorreu, segundo a economista Márcia Azanha de Moraes, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), responsável pelo estudo. As razões para tal contradição, segundo ela, ainda carecem de estudo mais aprofundado. Mas a suspeita mais óbvia é que o crescimento do setor nesse período foi tão grande que acabou compensando a perda de mão de obra na lavoura. “Aumentou muito a área plantada, aumentou o número de usinas, e essas usinas precisaram contratar”, avalia o diretor da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), José Rodolfo Penatti. “A expansão mais do que neutralizou o efeito da mecanização”, reforçou o diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa. Segundo ele, 115 usinas foram inauguradas nos últimos cinco anos. A cana é a planta que mais gera empregos hoje na agricultura brasileira: cerca de 1,2 milhão, segundo dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), compilados por Márcia. Em 2008, segundo ela, havia 629 mil pessoas trabalhando com a lavoura de cana - mais do que com café (479 mil) e quase o mesmo que soja, milho, arroz, citros e mandioca, juntos (633 mil). “É notável a capacidade de geração de emprego dessa cultura”, afirma Márcia. Outras 567 mil pessoas trabalham no ramo industrial da cana, ligados ao refino de açúcar e álcool. Se forem considerados apenas os empregos formais ligados à produção de bioetanol, esse número é de 465 mil trabalhadores – seis vezes mais do que emprega a indústria do petróleo (73 mil), segundo a pesquisadora. “Além de ser bom para o clima e bom para o ambiente, o etanol emprega mais gente e tem mais capilaridade”, avalia Márcia. Os números foram apresentados por ela na semana passada, em uma reunião do Global Sustainable Bionergy Project (GSB), um projeto internacional que discute a sustentabilidade dos biocombustíveis, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Perspectiva No longo prazo, porém, permanece a previsão de perda de empregos no setor. A estimativa da Unica é que 75% dos 150 mil cortadores de cana do Estado de São Paulo perderão o emprego na indústria canavieira e terão de ser transferidos para outras atividades. Os outros 25% deverão ser reabsorvidos pelo setor, após um processo de requalificação. Ao mesmo tempo que uma colheitadeira substitui 80 cortadores, ela cria outros 20 postos de trabalho ligados à sua operação e manutenção, como mecânicos, eletricistas, soldadores e motoristas, aponta Sousa. “Há todo um aparato ligado a essas máquinas que também exige muita mão de obra”, diz. No Estado de São Paulo, responsável por 60% da produção nacional de cana, o processo de mecanização é acelerado pela imposição de moratória gradual à queima de canaviais. Lei estadual exige o fim das queimadas até 2021, mas parceria voluntária entre o governo e a indústria, firmada em 2007, adiantou o prazo para 2014. O fogo, visto como prejudicial ao ambiente (pela produção de gases do efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global) e à saúde das pessoas (pela poluição do ar que gera para as comunidades do entorno), é usado para queimar as folhas e facilitar o trabalho dos cortadores. Sem isso, a colheita manual tornase praticamente inviável. Já as máquinas colhem a cana “crua” mesmo, dispensando o uso do fogo. Contraste regional No Estado de São Paulo, cerca de 54% das lavouras já são mecanizadas, segundo as estatísticas da Unica. No Norte- Nordeste, o grau de mecanização é bem menor, mas, ainda assim, as contratações também aumentaram. Segu ndo os d ados do PNAD compilados por Márcia, o número de empregados do setor sucroalcooleiro na região aumentou 12% entre 2004 e 2008, chegando a 274 mil trabalhadores. Na região Centro-Sul, o aumento foi de 43%, chegando a 355 mil trabalhadores em 2008.

PANORAMA AGRÍCOLA

Chuvas irregulares geram incertezas em produtores de soja em Mato Grosso do Sul

Enquanto o sul enfrenta excesso de chuva e risco sanitário, regiões afetadas pela seca veem recuperação do potencial produtivo

17/01/2026 08h40

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica volumes consideráveis de chuva no início deste ano, criando um cenário de contrastes para o produtor rural em Mato Grosso do Sul. De acordo com Éder Comunello, pesquisador em agrometeorologia da Embrapa Agropecuária Oeste, as irregularidades podem prejudicar algumas regiões do Estado.

“A distribuição das chuvas e, por consequência, do deficit hídrico tem sido extremamente desigual, deixando o estado ‘dividido pelo clima’”, avalia.

Ainda de acordo com o pesquisador, dependendo da região e da propriedade, isso pode ser má ou boa notícia para o produtor, o que inclusive pode afetar a produtividade da colheita. “No extremo-sul, a abundância de água acende o sinal de alerta”, avisa o pesquisador.

“Municípios como Mundo Novo e Sete Quedas registraram acumulados [de chuva] expressivos, superando 70 milímetros em uma semana. Para os produtores desta região, a chuva pode trazer uma ‘dor de cabeça’ logística e sanitária: o excesso de umidade em lavouras prontas para a colheita favorece a abertura de vagens e pode impulsionar casos de ferrugem asiática. O solo encharcado dificulta o trânsito de máquinas, prejudicando pulverizações de controle e a própria colheita”, alerta.

O engenheiro-agrônomo Ângelo Ximenes reforça o lado bom das chuvas constantes, principalmente, neste início de ano.

“Neste ano completam 42 safras que eu acompanho. Eu vejo, igual a este ano, falando do sul de Mato Grosso do Sul, ali, na região de fronteira, Dourados, Caarapó, Laguna, Maracaju, indo mais para a divisa com São Paulo também, as precipitações que ocorreram foram muito satisfatórias.

Está não só chovendo um volume bom, como está chovendo no momento adequado. Então, nós temos uma previsão de uma safra muito boa, acreditamos que vai ser uma das melhores médias que já tivemos nas últimas décadas, podemos dizer”, explica.

Na mesma linha, Comunello também acrescenta que, apesar dos riscos sanitários, a avaliação técnica do centro do Estado é também positiva.

“Como a maioria das lavouras se encontra na fase de enchimento de grãos [estádio fenológico de alta demanda hídrica], a chuva é, na média, mais benéfica do que prejudicial neste momento. A água chega para mitigar o deficit de dezembro, garantindo o peso do grão da soja. Além disso, a manutenção da umidade agora assegura a recarga da reserva hídrica no solo, condição fundamental para o estabelecimento do milho safrinha”, declara.

SECA

Na outra ponta do mapa, a realidade é oposta. “A região norte, que enfrentou seca severa no desenvolvimento inicial da soja, recebe as chuvas de janeiro como uma boa notícia. Para as lavouras tardias e atrasadas pelo clima seco de dezembro, a água agora é essencial para encher os grãos e recuperar o potencial produtivo”, explica o agrometeorologista.

“A Grande Dourados e a região central do Estado vivem o desafio de administrar essas duas realidades simultaneamente. Marcada pela irregularidade das chamadas ‘chuvas de manga’, em que as precipitações podem ser muito diferentes mesmo entre propriedades vizinhas, a região sente os efeitos mistos do clima”, detalha. 

Além da preocupação com a chuva e a ferrugem, ainda elenca que é necessária atenção à baixa luminosidade, com os vários dias de céu encoberto.

“A planta precisa de muita energia solar para realizar fotossíntese e transferir peso para os grãos. Dias nublados consecutivos reduzem a taxa fotossintética, o que pode levar a diversos distúrbios fisiológicos. Nesse contexto, o impacto mais importante é o menor enchimento dos grãos, o que pode resultar em redução da produtividade final mesmo em lavouras visualmente sadias”, acrescenta Comunello.

“Diante desse quadro, a recomendação é de monitoramento contínuo e agilidade operacional. O produtor deve manter atenção redobrada à necessidade de tratos culturais, priorizando o controle fitossanitário nos intervalos de tempo firme para conter o avanço de doenças. Já para as áreas prontas, a estratégia é não hesitar: é fundamental aproveitar cada janela de estiagem para avançar com a colheita, mitigando perdas de qualidade por excesso de umidade e garantindo o calendário da safra seguinte”, sugere.

PREVISÃO

De acordo com o prognóstico agroclimático para o período de janeiro, fevereiro e março deste ano, divulgado no Boletim Agrometeorológico do Inmet, na Região Centro-Oeste, haverá volumes de chuva próximos ou acima da média em todo o estado de Mato Grosso do Sul.

As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, podendo ficar até 1,0°C acima da média histórica, especialmente no Estado, onde devem ocorrer os maiores registros.

A projeção para 2025/2026 é de uma nova supersafra de soja - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A previsão de armazenamento hídrico do solo indica níveis de umidade superiores a 60% em grande parte da Região Centro-Oeste ao longo do trimestre. Conforme o prognóstico, essa elevação poderá resultar em condições de excesso hídrico.

Nessas áreas, o excesso de água pode ocasionar encharcamento do solo, dificultar operações de manejo e favorecer a ocorrência de doenças, além de afetar o desenvolvimento radicular das culturas.

Por outro lado, o documento também indica que a regularização das chuvas deverá assegurar disponibilidade hídrica adequada, favorecendo o enchimento de grãos das culturas de verão e a consolidação das pastagens, com impactos positivos sobre os sistemas produtivos agrícolas e pecuários da região.

Conforme o Boletim Casa Rural, divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em todas as regiões, a maioria das lavouras apresenta boas condições. A projeção para a safra 2025/2026 é de produção de 15,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,8 sacas por hectare.

O volume estimado representaria um incremento de 2% em relação ao ciclo anterior. Também conforme a nota técnica, a área destinada ao cultivo de soja segue em expansão, com crescimento de 6% em relação à safra passada, totalizando 4,8 milhões de hectares.

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LOTERIA

Resultado da Super Sete de ontem, concurso 799, sexta-feira (16/01): veja o rateio

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

17/01/2026 08h19

Foto: Super Sete

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 799 da Super Sete na noite desta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 950 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 1 aposta ganhadora, R$ 21.716,51
  • 5 acertos - 33 apostas ganhadoras, R$ 940,10
  • 4 acertos - 387 apostas ganhadoras, R$ 80,16
  • 3 acertos - 3.982 apostas ganhadoras, R$ 6,00

Confira o resultado da Super Sete de ontem!

Os números da Super Sete 799 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 9
  • Coluna 2: 6
  • Coluna 3: 0
  • Coluna 4: 4
  • Coluna 5: 7
  • Coluna 6: 1
  • Coluna 7: 8

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 800

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 19 de janeiro, a partir das 20 horas, pelo concurso 800. O valor da premiação está estimado em R$ 1 milhão.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 2,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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