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AUMENTO

Com reajustes, gás de cozinha pode ser encontrado a R$ 90 em Campo Grande

Revendedores e consumidores apontam insatisfação com os valores, que variam até R$ 21 na Capital
21/01/2021 08:30 - Rafaela Moreira


A Petrobras anunciou um novo reajuste no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, no dia 7 de janeiro. 

Entre maio de 2020 e este mês, a estatal reajustou 10 vezes o preço do produto comercializado para as distribuidoras. 

Em Campo Grande, o produto chega a R$ 90 e pesa no orçamento de revendedores e famílias.  

A alta afeta tanto o preço do gás de cozinha, que é vendido nas refinarias por R$ 35,98 (o botijão com 13 quilos), quanto o GLP a granel, utilizado por indústrias, comércio, condomínios e academias, entre outros.

Em Campo Grande, o preço da revenda do botijão varia até 32%, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Procon municipal. 

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O maior valor encontrado foi de R$ 90, na região do Monte Castelo, e o menor valor foi encontrado na Vila Serradinho, onde o gás de cozinha é comercializado a R$ 68.

REAJUSTES  

Conforme os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do botijão de 13 kg aumentou 7,5% no intervalo de um ano. 

O preço médio do gás de cozinha em Campo Grande passou de R$ 69,66, em janeiro do ano passado, para R$ 74,92, neste ano. 

Quando comparado o preço mínimo aferido na Capital, a diferença encontrada é de R$ 10, passando de R$ 57 para R$ 67.  

Em Mato Grosso do Sul, de acordo com os dados da ANP, o preço médio praticado pelas revendas era de R$ 71,40 há um ano – variando entre R$ 57 e R$ 95. 

Já em janeiro de 2021, o preço médio praticado é de R$ 74,92, indo do mínimo de R$ 67 ao máximo de R$ 88.

O aumento já vem gerando descontentamento entre os revendedores, que terão de aumentar o preço dos botijões, como conta Valdete Naiara, proprietária de um estabelecimento de revenda de gás em Campo Grande.  

“As vendas caíram bastante. As pessoas antes compravam o gás e abasteciam o botijão reserva, e isso não acontece mais. Estamos vivendo um momento complicado, muitas pessoas reclamam da falta de dinheiro e sentimos isso na procura pelos nossos produtos”, explicou.  

Para Wagner Bianchi, proprietário de um estabelecimento, a população se mostra bastante insatisfeita com os diversos reajustes em um curto período de tempo.  

“A nossa situação está ficando cada vez mais difícil, muitos clientes reclamam dos valores e do número excessivo de reajuste, mas não tem o que fazer. Não temos como segurar o repasse de reajustes, as distribuidoras passam para nós imediatamente. A população está sentindo o impacto no bolso”, disse Bianchi.

De acordo com a prévia do Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA-15), em 2020, o preço do gás de cozinha subiu 8,3%, enquanto o gás encanado caiu 1,09% e o gás veicular recuou 1,29%. A alta do botijão é quase o dobro da inflação prevista para o período, de 4,23%.  

A Petrobras fica com 46% do preço do produto, enquanto distribuição e revenda respondem por 36% e 18% se referem a impostos. Nas refinarias, o aumento chegou a 21,9% no ano passado.