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ECONOMIA MUNDIAL

Se Trump taxasse importações brasileiras como ameaça, haveria riscos para MS?

Presidente norte-americano quer isenção do etanol que desembarca no país
24/08/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr

Os Estados Unidos têm pressionado o Brasil a baixar as alíquotas impostas ao etanol norte-americano, já que aquele país tem estoque do combustível e precisa escoá-lo. A retaliação seria taxar as importações brasileiras, o que pode provocar desequilíbrios macroeconômicos no mercado nacional e, dependendo da postura do Governo Federal ao lidar com o problema, afetar o setor sucroenergético sul-mato-grossense.

Por enquanto, Donald Trump faz somente ameaças. Atualmente, o Brasil concede isenção a uma cota de até 750 milhões de litros de etanol por ano aos americanos, mas a Casa Branca quer mais.

Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), acompanha a situação e disse ao Correio do Estado que a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, já propôs aumentar a quota em troca da abertura no mercado de açúcar, mas a ideia não foi adiante.

“Temos que ter um olhar mais macro, qualquer restrição ou tributação cria uma distorção muito grande no mercado mundial. Isso vem acontecendo entre os Estados Unidos e a China, o que tem favorecido o Brasil pela criação de uma oportunidade. Nós aumentamos em 51% a participação no mercado chinês de carnes”, diz Verruck.

Por outro lado, permitir entrada maior de produtos norte-americanos sem qualquer tipo de imposto ou taxa, afetaria a competitividade das indústrias instaladas em todo o país, inclusive Mato Grosso do Sul, “mas parece que esse não é o caminho”, diz o titular da Semagro.

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